Brasil

Aparecidense segura empate com o Campinense e se sagra campeão brasileiro da Série D

Vitória na ida encurtou o caminho da equipe goiana até o título

A Série D tem um novo campeão, e ele veio do estado de Goiás: a Aparecidense segurou o Campinense em um jogo difícil, na volta, e garantiu o título nacional neste sábado, com placar de 1 a 1. A partida aconteceu em Aparecida de Goiânia, no estádio Aníbal Batista de Toledo.

Jogaço digno de uma decisão nacional

O Camaleão já havia conseguido vencer em solo paraibano na semana passada, por 1 a 0, o que facilitou a vida dos goianos para o duelo derradeiro. O campo pesado, ainda com resquícios de chuvas na região, acabou tirando um pouco do brilho técnico da partida, mas não faltou determinação para os dois times, que brigaram por cada bola de maneira bastante intensa.

O Campinense criou boas oportunidades na primeira etapa, mas esbarrou no goleirão Pedro Henrique, que já tinha feito alguns milagres no jogo de ida. O placar se manteve zerado na etapa inicial, mas logo na volta do intervalo, aos 3 minutos, Dione aproveitou um belo cruzamento vindo de trás para cabecear, sem dar chances para a defesa. A bola morreu na rede e gerou um clima de preocupação para a torcida local. Estava tudo igual no agregado.

A reação veio logo: a Aparecidense forçou pelas beiradas e em um passe preciso para o miolo da área, o atacante Alex Henrique quase guardou. Aí foi a vez do arqueiro Mauro Iguatu operar uma defesaça para evitar o empate. A dinâmica era de um toma lá, dá cá, com boas chances criadas dos dois lados. O cenário ficou completamente imprevisível depois dos 20 minutos da etapa complementar, enquanto a torcida goiana ficava cada vez mais apreensiva.

A Raposa desperdiçou vários contragolpes com chutes longe do gol, o que foi minando a confiança do ataque paraibano nos momentos finais. Do jeito que estava, as penalidades iriam decidir a Série D, em tom dramático. Aos 24, Robert teve a chance de igualar o marcador, mas demorou demais para finalizar e esbarrou em Iguatu, que afastou o perigo. Aos 33, Samuel Gomes, que entrou na vaga de David, não quis correr o mesmo risco. Jogada em velocidade, o atacante foi acionado na beirada da área, e quando Iguatu saiu aos seus pés, Samuel deu um leve toque por cima, superando o goleiro do Campinense: 1 a 1.

Até o fim da partida, o Campinense se doou para buscar o gol da vitória, mas ele não veio. Claudio ainda acertou um cabeceio na trave, testando a sorte de Pedro Henrique. Não era para ser. Nem com Iguatu na área em um escanteio, a bola chegou ao lugar certo. Aos 49, o árbitro Raphael Claus apitou pela última vez em Aparecida de Goiânia, consagrando um time que lutou e manteve os nervos no lugar para ficar com a taça.

A campanha

Em sua arrancada para o título, a Aparecidense saiu como líder do grupo A5, com apenas duas derrotas em 14 partidas, desempenho bastante consistente em uma competição tão equilibrada. Na segunda fase, passou pela Caldense, em dois jogos, com uma derrota na ida, por 1 a 0, e uma vitória imponente na volta, por 3 a 1. No mata-mata, cresceu na hora certa e passou pelo Uberlândia nas quartas de final, com agregado de 2 a 1. Nas semifinais, o ABC de Natal foi a vítima, e com um show em Aparecida, por 4 a 2, o acesso ficou ainda mais saboroso quando virou chance de disputar uma taça.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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