Brasil

‘Infelizmente’: Ancelotti opina sobre motivos para Neymar não ter ganhado a Bola de Ouro

Treinador reforça que análise dos atletas vai além do talento em campo

Carlo Ancelotti vive um momento de observação à frente da seleção brasileira. Com a vaga já garantida para a Copa do Mundo de 2026, o treinador aproveita os amistosos e compromissos restantes para ampliar o leque de opções antes da convocação final do ciclo, que será anunciada em maio do ano que vem.

Em entrevista ao jornal “Estadão”, realizada logo após a convocação da Seleção nesta segunda-feira (25), no Rio de Janeiro, Ancelotti comentou sobre Neymar e seus planos para o jogador do Santos. Além de analisar a ausência do craque da lista para a data Fifa, o treinador italiano também respondeu sobre o camisa 10 nunca ter ganhado uma Bola de Ouro mesmo em seu auge.

Neymar e a Bola de Ouro que poderia ter ganho

Ancelotti fala sobre quando enfrentou Neymar no seu auge
Ancelotti fala sobre quando enfrentou Neymar no seu auge (Foto: Imago)

Questionado sobre o peso das lesões na carreira do principal jogador brasileiro da última década, Ancelotti destacou que Neymar tinha potencial para conquistar ainda mais prêmios individuais.

“Quando enfrentei o Neymar no Barcelona, ele era um dos principais jogadores do mundo. Infelizmente, as lesões atrapalharam. Mas acredito que ele ainda tem motivação para voltar a ser um dos melhores do futebol mundial”, analisou.

Para ele, apenas os problemas físicos entraram no caminho do camisa 10. “O problema que ele teve foram lesões bastante sérias”, indicou o treinador. Ao todo, desde que chegou ao PSG em 2018, o craque passou 1323 dias oficialmente lesionado na carreira.

Com a Copa do Mundo se aproximando, a relação entre experiência, talento e personalidade será central no processo de montagem do elenco. E, segundo Ancelotti, mais do que nunca, o ambiente interno será determinante para o desempenho do Brasil em 2026.

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Neymar fora da lista e a importância do ambiente na seleção

O italiano explicou que sua avaliação não se restringe ao desempenho em campo. Para ele, fatores de personalidade e comportamento também pesam na hora de escolher os convocados.

“Acredito que o ambiente dentro da seleção precisa ser bonito, e isso é construído por pessoas com caráter e personalidade”, disse o treinador.

Neymar comemora vitória do Santos sobre Juventude
Neymar foi o autor de dois dos três gols do Santos sobre o Juventude (Foto: Gazeta Press)

Na convocação para os jogos contra Chile e Bolívia, em setembro, Neymar ficou fora por motivos físicos, segundo ele. Ancelotti reiterou que a ausência foi apenas por lesão, reforçando que não há dúvidas sobre a relevância do camisa 10.

“Não é necessário ver o Neymar neste ambiente de seleção, porque todos já conhecem quem ele é. Ele é muito querido pelos companheiros, um jogador fantástico. O problema no momento é apenas físico, mas acreditamos que em breve ele poderá recuperar a melhor forma”, afirmou.

O técnico da Seleção também comentou as particularidades do futebol brasileiro, destacando a intensidade diferente em relação ao cenário europeu, mas elogiou a organização das equipes e a qualidade dos técnicos locais.

Segundo ele, fatores como clima e gramados influenciam no estilo de jogo, mas o ambiente nos estádios segue sendo “fantástico” por conta dos torcedores:

“É um futebol um pouco diferente, com menos intensidade aqui no Brasil. Mas é preciso levar em conta que o clima é diferente, e isso também influencia nos gramados. Obviamente, por causa do clima, não se tem um gramado perfeito, o que é bastante normal. Mas, dentro dos estádios, o ambiente é fantástico: equipes bem organizadas e treinadores com quem conversei muito competentes”.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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