Brasil

‘Na hora certa’, Allan é apresentado no Botafogo e diz entender pressão que elenco sofre

Depois de 12 anos fora do Brasil e com passagens na Itália e Inglaterra, volante Allan vai reforçar o Botafogo, clube da sua infância

O volante Allan, enfim, foi apresentado pelo Botafogo. Com pré-contratado assinado ainda no começo da temporada, o jogador ex-Napoli e Everton é o primeiro reforço do clube para a sequência de 2024. Torcedor do Botafogo, Allan não escondeu a felicidade de vestir a camisa do clube na volta ao futebol brasileiro. E mostrou ansiedade para entrar em campo.

– Muito feliz de estar voltando ao Brasil depois de 12 anos e ser recebido dessa forma pelo Botafogo. Grande clube que sempre fui torcedor, desde criança. Sem dúvida é uma coisa que me deixa muito feliz – afirmou Allan entrevista coletiva, nesta terça-feira, no Nilton Santos.

– É uma emoção diferente. Quando eu era criança, tive a oportunidade de ir no Maracanã pela primeira vez e ver um Botafogo x Bangu, no Campeonato Carioca. Tinha 10, 11 anos. Não vejo a hora de entrar no Nilton Santos como jogador do Botafogo e sentir aquela adrenalina de poder jogando com a camisa do clube que sou torcedor e, se Deus quiser, trazendo alegria para o nosso torcedor – completou o volante em outra resposta.

Allan compara Brasileiro com campeonatos europeus

Revelado pelo Vasco, Allan estava fora do Brasil desde 2012, quando foi vendido para a Udinese. Ainda na Itália, ele passou pelo Napoli, onde ficou por cinco temporadas e viveu o seu melhor momento na carreira. Depois, foi Everton, da Inglaterra, antes de ser vendido ao Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos.

Doze anos depois, Allan volta ao Brasil. Para o volante, o Campeonato Brasileiro tem uma diferença importante em relação aos campeonatos nacionais que disputou na Europa.

– O Campeonato Brasileiro começa com, no mínimo, dez equipes que podem brigar para ganhar o título. Diferente da Itália e da Inglaterra, onde tem três ou quatro que estão sempre brigando pelo título. Campeonato Brasileiro é muito difícil. Estou muito tempo fora, mas sempre que posso acompanho os jogos. Vejo que estão sempre mais difíceis, mais pegados. Bem dinâmico. Espero me adaptar o mais rápido possível, com a minha experiência e com tudo que vivi dentro do futebol. Espero poder ajudar meus companheiros dentro e fora de campo – afirmou Allan.

Allan, no entanto, ressaltou que o calendário do futebol brasileiro dificulta a vida dos jogadores e dos clubes durante a temporada.

– Acho que limita um pouco o crescimento dos jogadores. São viagens longas, dois dias de descanso não é o ideal, porque é uma coisa constante. Não tem tempo para trabalhar a equipe, é mais jogar e recuperar. Temos que nos adaptar ao calendário e ajudar nossos clubes.

O volante, que estava desde 2022 no futebol dos Emirados Árabes, também falou sobre a experiência no país e como ele volta ao Brasil.

– Foi uma experiência muito boa, não é um futebol de alto nível como temos no Brasil. Foram dois anos bons, tenho sempre lições para tirar e crescer. Foi um lugar onde eu e minha família vivenciamos muitas coisas boas e poder fechar com o título foi muito bom. Estou pronto para essa nova fase – afirmou o volante, antes de completar.

– Vinha treinando nas férias para chegar ao meu nível mais alto fisicamente o mais rápido possível para ajudar meus companheiros. Aqui no Brasil os jogos têm ficado cada vez mais intensos e você não tem muito tempo de recuperação entre um jogo e outro. A qualidade está cada vez mais alta, jogadores novos surgindo e outros voltando, está ficando interessante. Espero me adaptar o mais rápido para ajudar meus companheiros.

Melhora na estrutura do Botafogo

Allan chegou ao Botafogo na mesma semana em que o clube inaugurou o novo Núcleo de Saúde e Performance no CT Lonier. O local tem uma nova academia, vestiários modernizados e vai reunir todo o departamento médico, preparação física e fisiologia no mesmo espaço. Assim, o volante comentou sobre a estrutura que encontrou no CT do clube.

– Falaram que eu cheguei numa hora boa, em que foram inauguradas as novas instalações. Você vê o clube crescendo dentro e fora de campo. A pressão em cima dos jogadores é porque a gente tem tudo o que necessita aqui. Cabe a nós brigar pelas primeiras posições e por títulos, porque é isso que os torcedores do Botafogo merecem – disse Allan, que também comentou sobre a importância da SAF comandada por John Textor.

– A SAF foi primordial. Não só o Botafogo, mas muitos clubes no Brasil têm passado por muitas dificuldades financeiras. A SAF aqui caiu como uma luva, dá para ver o crescimento que a equipe vem tendo, tanto dentro quanto fora de campo. O John sempre diz que quer ser o top-3 do Brasileiro e brigar na Libertadores. Com bons jogadores, treinadores e estrutura, o Botafogo tem tudo para ficar muitos anos brigando na parte de cima da tabela – finalizou o volante.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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