Brasil

Ainda pode melhorar

O gol de Jackson, aos 39 minutos do primeiro tempo, que abriu o placar para o Rio Claro, no último jogo pelo Campeonato Paulista, assustou o Santos. Mas a principal qualidade santista foi vista nos dois gols da virada: foi a rapidez com que o time de Dorival Júnior construiu seu ataque que permitiu a chegada para os gols de André e Giovanni.

Evidentemente, contar com jogadores de ataque rápidos faz com que o time praiano mereça, realmente, a liderança do Campeonato Paulista que ocupa atualmente. Além disso, a qualidade insuspeita de jogadores como Neymar e Robinho fortalece o estigma de “futebol moleque” que já começa a ser pespegado no time. Entretanto, o Santos ainda pode ficar melhor. Basta não depender tanto de rapidez, ancorando-se um pouco mais na habilidade dos jogadores.

E habilidade existe, parece óbvio. Afinal de contas, Paulo Henrique Ganso apresenta um estilo bastante cerebral, plenamente capaz de armar as jogadas – e de diminuir a necessidade de contar com Giovanni. Neymar é um atacante bastante insinuante, que conta não só com a velocidade, mas também com a técnica – como exibido no belo gol contra o Santo André. Além disso, há Robinho. Que deve aparecer e mostrar mais sua importância para o time quando recuperar seu ritmo, ainda irregular.

Entretanto, são todos jogadores que se fiam muito na velocidade. E, em alguns momentos, ela pode faltar. Aí residiria o grande mérito que podem ter jogadores como Marquinhos e Giovanni: o de desacelerar o jogo, o de pensar mais na armação das jogadas. Até porque, para a marcação, Germano e Rodrigo Mancha conseguem ter desempenho satisfatório.

Enfim, o Santos é isso. Um time que tem tudo para melhorar. Mas que já está de bom tamanho.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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