Agora tem duas: Palmeiras vence o América com gol no fim e é bicampeão da Copinha
Patrick marcou de cabeça, em jogada de escanteio, aos 47 minutos do segundo tempo e assegurou um final emocionante para o torneio
O Palmeiras não tinha Copinha. Agora, tem duas. Nesta quarta-feira, debaixo de muito sol no Canindé, Patrick marcou de cabeça aos 47 minutos do segundo tempo para arrancar a vitória por 2 a 1 sobre o América Mineiro, que garante o segundo título palmeirense e mais uma ratificação ao excelente trabalho de categorias de base que o clube tem feito.
Mais que o título, vale a revelação de talentos, como Kevin, Vitinho, o artilheiro Ruan Ribeiro e o muito jovem Estevão, de 15 anos, que estiveram entre os destaques do Palmeiras. Campeão em 1996, o América Mineiro estava disputando sua segunda final e também fez um bom papel, conseguindo empatar a partida e criando chances para virar. Com dois títulos, o Palmeiras é o quarto bicampeão, ao lado de Portuguesa, Nacional e Ponte Preta. Está trás de Atlético Mineiro (3), Santos (3), Flamengo (4), São Paulo (4), Internacional (5), Fluminense (5) e Corinthians (10).
O Palmeiras abriu os trabalhos com Vitinho finalizando cruzado, perto da trave do América Mineiro, ao receber um bom passe de Kevin. A defesa paulista nunca pareceu muito segura, desde que deixou Theo finalizar duas vezes dentro da área, depois do goleiro Aranha interceptar o lançamento à área que não foi desviado por Renato Marques por muito pouco.
Não demorou muito, porém, para o vencedor da edição do ano passado abrir o placar. Aos 18 minutos, Vitinho perseguiu um passe preciso da defesa na ponta esquerda e cruzou rasteiro à boca do gol. Artilheiro da Copinha, Ruan Ribeiro apareceu na pequena área para marcar seu nono gol na competição.
Abrir o placar não gerou uma pressão palmeirense. Ao contrário, o América Mineiro passou a pressionar mais pelo empate. Aranha espalmou um chute colocado de Adyson ao travessão, sem passar muita segurança. O camisa 11 do Coelho depois fez grande jogada pela esquerda e levou um braço no rosto de Léo. O árbitro marcou pênalti para o América.
Renato Marques cobrou no canto direito, Aranha caiu para fazer a defesa. Mas o árbitro não apenas não havia autorizado a batida, como ainda estava organizando os outros jogadores na entrada da área. Mandou bater novamente, e aí Marques não vacilou e empatou para o Coelho.
O América chegou a botar outra bola na rede, no começo da etapa final, com chute de Samuel de dentro da área, pela esquerda, mas Luan estava na frente de Aranha, em posição de impedimento, e o lance foi anulado. A pressão mineira naquele momento era forte, com uma sequência de escanteios, mas o Palmeiras assumiria as rédeas em alguns minutos.
Começou a aumentar o ritmo e acertou o pé da trave com uma bomba de fora da área de Kevin. Em seguida, Cássio caiu para frustrar Estevão, que havia sido acionado por Vitinho. Estevão recebeu pela direita, parou e levantou a cabeça. Percebeu a chegada na entrada da área de Kevin, que pegou meio mal de primeira e mandou para fora. Passada a pressão no começo da etapa final, o Palmeiras era o time mais perigoso.
E seguiu sendo, embora com chances mais esporádicas. Gilberto cruzou da direita, mas Vitinho, dividindo com Samuel, não conseguiu finalizar. Segundos depois de entrar em campo, Daniel recolheu na intermediária, invadiu a área, pedalou e bateu cruzado, bem perto da trave. O gol saiu apenas aos 47 minutos do segundo tempo, para encerrar a Copinha com ares épicos. Cobrança de escanteio baixa, que ficou viva dentro da área e sobrou para a cabeçada de Patrick na boca do gol.



