BrasilCampeonato Brasileiro

Acredite, Robinho perdeu este gol. Ou melhor, Zé Roberto salvou de maneira inacreditável

O Palmeiras deixou de conquistar três pontos em seu mando, diante de um adversário que luta contra o rebaixamento. Os alviverdes, porém, não podem reclamar muito de sua sorte no 0 a 0 contra o Cruzeiro. Após primeiro tempo dominado pelos paulistas, a Raposa teve duas ótimas chances de conquistar a vitória em Araraquara. Não conseguiram, por culpa da trave e de Zé Roberto, capaz de um bloqueio sensacional quase em cima da linha. O esforço do veterano foi recompensado com um ponto, que pode ter sua valia na corrida pela taça do Brasileirão.

O lance inacreditável aconteceu aos 17 minutos do segundo tempo. Não dá para negar que Robinho perdeu o gol. Passou pelo goleiro Jaílson e tinha a meta aberta para estufar as redes. Entretanto, falar apenas do erro do cruzeirense é tirar todo o heroísmo de Zé Roberto na jogada. O lateral vinha atrás de Thiago Santos e, aparentemente, com menos chances de travar o chute. Mesmo assim, acreditou e se jogou no vazio para salvar na pequena área. Depois, ainda precisou se contorcer para evitar que a bola passasse a linha. Valeu o empate, até porque, aos 44, o gol do Cruzeiro pararia na trave, com Willian.

“Foi uma jogada de leitura. Consegui ler a jogada do Robinho. Tive a felicidade de tirar o gol ali”, declarou Zé Roberto, na saída de campo. “Acho que acabamos pecando um pouco na finalização. Tivemos uma boa posse de bola, criamos algumas oportunidades e não fizemos. Em jogos como esse, de igual para igual, vamos ter que nos expor. Deixamos a desejar um pouco na parte defensiva até por isso, mas acho que esse empate, dependendo dos outros resultados, está de bom tamanho”.

Com o resultado, o Palmeiras interrompe a sequência de quatro vitórias, mas permanece isolado na liderança, com 61 pontos. Já o Cruzeiro soma 37, quatro acima da zona de rebaixamento, no 12° lugar.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo