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Abel Ferreira pede responsabilidade frente à pandemia: “Futebol sem vida não é nada”

A pandemia da COVID-19 no mundo segue em estado alarmante e no Brasil, especificamente, os números são assustadores. Nesta quarta-feira, o país chegou a 1.840 mortes, com 367 só em São Paulo. O Campeonato Catarinense foi paralisado por 15 dias diante do cenário de hospitais com mais de 90% de ocupação de leitos de UTI em todo estado. Com tudo isso, o técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, se mostrou preocupado com novos surtos da doença no futebol.

O treinador escalou um time bastante reserva no clássico contra o Corinthians, em Itaquera, que terminou empatado por 2 a 2. O treinador foi perguntado sobre o surto de COVID-19 no Corinthians, que gerou diversos problemas também ao técnico adversário, Vagner Mancini. O jogo, nesse sentido, ficou em segundo plano na fala do treinador.

 

“Gostaria de apelar à responsabilidade de todos. Quando cheguei aqui fiquei um pouco espantado porque nós na Europa, pelo menos em Portugal, tivemos duas vezes o lockdown. E falo lockdown é fica em casa, não sair, só sair para comprar alimentos essenciais. Quando cheguei aqui vi que de fato as regras tinham que ser mais apertadas”, afirmou o treinador.

“Fato é que assusta ver a quantidade de mortos, independente de ser um ou dois mil, cinco mil é exatamente igual. Porque eu gosto muito de futebol, adoro futebol, sou apaixonado por futebol, mas futebol sem vida não é nada e para mim a vida está acima daquilo que é o futebol”, disse ainda o português.

“Acima de tudo, o que eu posso dizer é que todos temos que ter responsabilidade. Não é por mim, é por nós, é por mim, é por ti, é por todos nós. Assusta quando ligo o jornal e vejo as notícias da quantidade de mortos, vejo as notícias do quanto os hospitais estão a ficar lotados. E acho que neste momento temos que esquecer o clubismo, a rivalidade, e lutarmos todos por uma causa, porque esse é um adversário que não tem dó nem piedade e mata quem for preciso”, disse ainda o treinador.

“Nós temos que ter essa responsabilidade e eu falo por mim. Foi esse o meu maior medo hoje. Não sei o que vai acontecer no futuro. E percebo que o futebol é um negócio, precisamos todos trabalhar, precisamos todos viver, precisamos todos de dinheiro para pagar as nossas contas, mas precisamos ter responsabilidade social de neste momento sermos mais recatados, mais responsáveis, dentro daquilo que está nas nossas possibilidades. Ficar mais em casa, para ver se conseguimos de fato eliminar esse adversário. Porque quer aqui, quer na Europa, está difícil”, analisou.

As declarações de Abel Ferreira vão na mesma direção do que disse Lisca, técnico do América Mineiro, ainda que o treinador do Coelho tenha sido mais enfático e pedido o adiamento de jogos. Será preciso que o futebol de fato avalie bem o que fazer nas próximas semanas, porque a situação mais uma vez é crítica.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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