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A regularidade que torna Alex ainda mais craque

Alex desponta nas primeiras rodadas do Brasileirão como craque do campeonato. A atuação no empate por 2 a 2 contra o Santos foi espetacular, mas não é um ponto tão fora da curva em seu desempenho recente. Se o Coritiba é o vice-líder da competição, deve muito ao seu camisa 10, autor de quatro tentos e três assistências no torneio – participando diretamente de 63,6% dos gols dos alviverdes, a melhor porcentagem entre todos os jogadores do torneio.

A idade de Alex não parece um empecilho para o alto nível atingido. O segundo gol contra o Santos é o melhor exemplo disso. Do alto de seus 35 anos, o veterano iniciou a jogada no circulo central e correu até a entrada da grande área para concluí-la, em uma ótima finalização. Prova da inteligência acima do comum, mas também das ótimas condições físicas.

E a idade não pesa nem um pouco a Alex. Se conquistou tudo o que era possível com o Cruzeiro, se tornou um dos maiores ídolos da história do Fernebahçe e agora lidera a ótima temporada do Coritiba, o meia  merece ser exaltado por sua regularidade. Combinando capacidade criativa e poder de finalização, sempre manteve médias altas de gols e assistências ao longo da última década.

Os números ajudam a provar essa regularidade: a cada temporada desde 2003, em sua segunda passagem pelo Cruzeiro, Alex quase sempre manteve média de participação de 0,74 gols por jogo – somando gols marcados e as assistências. Traduzindo, a cada quatro partidas, o camisa 10 contribuiu com diretamente com três gols de seu clube, seja dando o passe final ou balançando as redes.

A exceção é justamente a temporada 2012/13 com o Fenerbahçe, quando foi queimado pelo técnico Aykut Kocaman e rescindiu seu contrato. Algo que não dependeu de sua forma física, como os números em 2013 com o Coritiba mostram. Somando as participações no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Campeonato Paranaense, Alex tem 20 gols e oito assistências em 28 partidas, participando de um tento a cada aparição em campo.

Antes de 2003, Alex apresenta bons números, mas não tão arrasadores. Os melhores desempenhos aconteceram em 1997, quando saía do Coritiba; em 2000 e 2011, no Palmeiras; e em 2002, na rápida passagem pelo Parma. Provas de que o tempo está longe de ser o principal inimigo de um craque.

Os números de Alex, temporada por temporada:

Tabela Alex]

Fonte dos dados: Fellegger und Fellegger

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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