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A história do Atlético Mineiro ganhará os cinemas na próxima semana, com o documentário “Lutar, Lutar, Lutar – O Filme do Galo”

O filme reconta a história do Atlético Mineiro desde a fundação até os dias atuais, centrando-se na paixão do torcedor

A partir da próxima semana, a história do Atlético Mineiro pintará nas telonas em diferentes cidades do Brasil. O documentário “Lutar, Lutar, Lutar – O Filme do Galo” estreará nacionalmente em 20 salas de cinema distribuídas por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e também interior de Minas Gerais. O longa, dirigido por Sérgio Borges e Helvécio Marins, terá sua estreia neste 11 de novembro. A intenção do filme é recontar a história do Galo, da fundação em 1908 aos dias atuais.

A produção revisita o passado do clube, que nasce junto com a fundação de Belo Horizonte, abraçando a utopia de juntar pessoas ricas e pobres, pretas e brancas, brasileiras e estrangeiras. A narrativa apresenta uma trajetória de glórias e pioneirismo, mas também de resistência, dores e injustiças. Entre vitórias e frustrações, o filme transcende o futebol e revela o DNA de uma das torcidas mais apaixonadas e singulares do futebol mundial”, afirma a sinopse. “O Filme do Galo narra as grandes conquistas esportivas do Clube Atlético Mineiro e celebra seus ídolos, mas não se contenta com isso. Ele se debruça também nas derrotas e obstáculos, criando um percurso de altos e baixos, de esperança e frustração, de dor e alegria”.

“Lutar, Lutar, Lutar” começou a ser idealizado em 2012. O documentário reúne materiais de arquivo, imagens de jogo e também entrevistas com diversos personagens, incluindo ex-jogadores e treinadores que marcaram a trajetória do Atlético Mineiro. Os próprios torcedores também têm espaço na narrativa, para construir uma história vivida sobretudo nas arquibancadas. E a equipe de produção do filme ainda é 100% atleticana, aumentando o comprometimento com a identidade do clube.

“Logo no início, decidimos que seria um filme universal. Queríamos que ele fosse capaz de tocar pessoas que amam o Galo, que torcem para outro time, ou que detestam futebol, mas gostam de cinema e boas histórias, pois a do Atlético é incrível. Optamos por uma estrutura narrativa bem menos autoral do que a de nossos projetos anteriores. Provavelmente, nunca mais faremos um filme assim. Essa escolha veio para deixar o ‘Lutar, Lutar, Lutar’ bastante acessível e capaz de falar com um público realmente diverso”, afirma Helvécio Marins. “Eu me considerava uma pessoa que sabia tudo sobre o Atlético. Durante a produção, descobri que desconhecia algumas histórias e personagens incríveis. Acredito que vai acontecer o mesmo com boa parte da torcida e esse resgate é parte fundamental de nossa proposta com o filme”.

“A partir desse resgate centenário, tentamos mostrar e explicar ao mundo, porque esta é a torcida mais apaixonada do planeta Terra. Não é um filme apenas para quem torce pelo Galo, mas ele traz consigo o ponto de vista e a passionalidade do torcedor”, complementa Sérgio Borges. “Helvécio e eu enxergamos o torcedor atleticano como a síntese do cidadão comum brasileiro, com suas histórias de superação, sempre lutando para vencer as dificuldades, atravessando as injustiças da vida em busca da sobrevivência e de um destino melhor”.

“Temos a consciência de que, em muitos aspectos, o mundo do futebol é altamente desvirtuado. Um negócio lucrativo que carrega em si as principais mazelas da sociedade brasileira: machismo, violência, desonestidade. Mas o futebol ainda é um lugar de encontro, de diversidade, de democracia e de pertencimento. Uma representação complexa e multifacetada das nossas paixões, frustrações e das nossas relações com outras pessoas, que transcende, em muito, o jogo em si. É o encantamento com a potência criativa dos corpos, que dançam e se superam atrás de uma bola dentro de grandes palcos, num espetáculo altamente interativo com sua enorme plateia. Em suma, futebol é arte”, finaliza Sérgio Borges.

Abaixo, confira o trailer e os cartazes. As salas em que o filme estará em cartaz serão anunciadas na próxima semana.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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