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Bojan Krkic: “Sabia desde o primeiro dia que não era Messi. Ninguém é Messi”

Rotulado como uma grande revelação do Barcelona, Bojan teve que lidar com uma pressão grande e conta que sempre soube que não era do nível do argentino

Bojan Krkic surgiu como um fenômeno antes mesmo da sua estreia. Quando ele subiu para o time principal do Barcelona, a conversa sobre ele já existia há muito tempo. O desempenho na base era espetacular, ele empilhava gols e mostrava uma capacidade incrível. O rótulo de “novo Messi”, porém, foi negativo para a carreira do atacante.

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Nos quatro anos de Barcelona, foi um reserva que nunca se firmou. Depois disso, tornou-se um jogador de carreira irregular, com muitas transferências e sem conseguir se fixar em lugar nenhum. Atualmente com 31 anos, ele defende o Vissel Kobe e comentou sobre o rótulo e sua carreira.

Desde agosto de 2021, ele defende o Vissel Kobe. Foram poucos jogos pelo clube antes de se machucar. Foram seis partidas, com um gol marcado. Sua lesão na coxa em outubro o tirou do resto da temporada – que acaba em dezembro. Às vésperas do início da J-League,

Iniesta: “Um dos melhores humanos que tive oportunidade de dividir vestiário”

“Andrés é uma grande parte da decisão de vir aqui porque Andrés foi um dos melhores companheiros que tive no Barcelona”, afirmou Bojan, em entrevista ao Optus Sport. “Todo mundo o conhece em campo, mas fora de campo no vestiário, foi há 14 ou 15 anos, então nós dois sendo bem jovens, especialmente eu”.

“Foi meu primeiro ano no time do Barcelona, aos 17 anos em um dos melhores times do mundo e ele foi um dos melhores humanos com quem tive oportunidade dividir o vestiário”, afirmou Bojan. “Então, para mim, quando soube que Andrés ia para o Japão e ao Vissel, eu o acompanhava. Quando o Vissel Kobe mostrou interesse em mim, é claro que conhecer alguém como Andrés que já estava aqui, me torna mais confiante para tomar a decisão de vir para cá”.

Vissel Kobe: “Estou realmente feliz e me redescobrindo a cada dia”

“Eu não sabia exatamente o que esperar. Conheci alguns jogadores japoneses, joguei com [Yoshinori] Muto antes, então conhecia um pouco sobre eles. Mas sempre tive curiosidade de vir para cá, especialmente nos últimos anos, sempre quis vir jogar aqui”, contou Bojan. “Então a oportunidade veio no último ano e agora estou realmente feliz em estar aqui e me redescobrindo mais a cada dia”.

Barcelona

Bojan Krkic surgiu como um dos grandes nomes da base do Barcelona e havia uma expectativa enorme sobre ele. O jogador nasceu em Liñola, a 140 quilômetros de Barcelona. Cresceu como um torcedor do clube e foi convidado para as categorias de base dos blaugranas ainda aos nove anos. Filho de pai sérvio e mãe espanhola, decidiu ainda cedo defender a Espanha no futebol.

Estreou aos 17 anos no Barça com a fama vinda dos times de baixo. Sua estreia aconteceu no dia 16 de setembro de 2007, quando ele tinha 17 anos e 19 dias e quebrou, assim, o recorde de mais jovem jogador a estrear pelo clube, em partida contra o Osasuna.

“Aquele momento quando você joga pela primeira vez no Camp Nou com os torcedores, sou torcedor do Barcelona, sabe, acho que aquele momento é provavelmente um dos momentos mais especiais que tive como jogador do Barcelona”, disse Bojan.

O rótulo de “novo Messi” certamente foi um peso para o jogador. “Nessa idade, é difícil gerenciar o que as pessoas dizem sobre você”, afirmou o atacante, atualmente com 31 anos. “Você só pode controlar o que você pode fazer. Sabia desde o primeiro dia que não era Messi. E não era ninguém. Ninguém é Messi, e Messi não é Ronaldinho, e para mim Ronaldinho é o melhor jogador da história. Todo mundo é único”.

Foram quatro temporadas de Bojan no Barcelona, com 163 jogos e 41 gols. Desde então, passou a ter uma carreira de muitas transferências, sem parar muito tempo em qualquer lugar. Passou pela Roma, Milan, Ajax, Stoke City, Mainz, Alavés, Montreal Impact e desde agosto de 2021 está no Vissel Kobe.

Apesar da carreira cheia de percalços, ele diz que não mudaria nada. “Não, porque toda decisão que você toma no momento é com a experiência que você tem. Certamente, se você olha para trás quando eu tinha 17 anos, mas com a experiência de agora, com certeza você pode dizer ‘sim, isso eu faria diferente, esta situação eu lidaria de forma diferente’. Mas naquele momento você tem a experiência que você tem, em cada momento da sua vida, você tem seus sentimentos sua experiência, então você toma uma decisão”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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