América do Sul

[Vídeo] O maior Chile x Uruguai da Copa América foi recheado de cenas lamentáveis

Chile e Uruguai fazem um confronto cheio de expectativas pelas quartas de final da Copa América nesta quarta. Não sem motivos. Além de serem os donos da casa, os chilenos foram os únicos que jogaram bem nesta primeira fase. Mas terão o favoritismo pela primeira vez realmente à prova diante dos uruguaios. A Celeste que possui como um de seus trunfos justamente o jogo aéreo, ponto fraco do time de Sampaoli, além do histórico recente de eliminar os dois últimos anfitriões do torneio continental. Assim como uma notável supremacia sobre La Roja na história da Copa América.

De 28 duelos entre os países pela Copa América, o Uruguai venceu 19 e perdeu apenas seis vezes. Os ótimos números vêm especialmente do início do século passado, quando a superioridade da Celeste era gritante. Ainda assim, há também outros capítulos gloriosos recentes. O mais notável deles em 1987, quando ambas as seleções fizeram a decisão da competição, após eliminarem nas semifinais Argentina e Colômbia. Em uma das maiores chances do Chile em conquistar o torneio ainda hoje inédito, a violência prevaleceu.

O Uruguai tinha um ótimo time, é verdade. Mas o que realmente chama atenção naquela partida é a quantidade de cartões vermelhos: quatro, dois para cada time. E até ficou barato, em uma atuação bastante questionável do árbitro brasileiro Romualdo Arppi Filho. Caçado pelos chilenos, Francescoli também acabou expulso. Enquanto isso, mal houve espaço para bons nomes como Rubén Sosa e Ivo Basay brilharem. O único gol da partida saiu aos 11 minutos do segundo tempo, em uma falha de Roberto Rojas que Pablo Bengoechea não perdoou no rebote, garantindo o triunfo do Uruguai por 1 a 0 e o bicampeonato. Tão marcante quanto as faltas duríssimas que rolaram naquela final.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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