América do Sul

Uruguai mostra a Brasil e Argentina como se faz um clássico bonito

Torcedores apaixonados? O Uruguai tem, como no Brasil e na Argentina. Clássico de enorme rivalidade? O Uruguai tem, como no Brasil e na Argentina. Violência de torcida? O Uruguai também tem, como no Brasil e na Argentina. Clássico de estádio dividido? O Uruguai tem, como talvez deixem de ter Brasil e Argentina.

Sim, este domingo é dia de Nacional x Peñarol, um jogo com tanta ou mais tradição e rivalidade que qualquer grande clássico de Buenos Aires, Rosário, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre ou Belo Horizonte. São 6 títulos mundiais, 8 títulos de Libertadores e quase todos os títulos uruguaios em campo. Tem briga, tem confusão. Mas tem uma arquibancada colorida como a da foto ao lado.

Uma pena que as autoridades brasileiras e argentinas achem que a única saída sejam jogos de torcida única ou que o visitante (no dérbi montevideano deste domingo foi o Peñarol) tenha um cantinho quase imperceptível das arquibancadas. Pois é, o Uruguai é pequenininho, mas sabe fazer umas coisas bem melhor que os vizinhos grandões.

Atualizado 18h30: Não deu nem para elogiar as torcidas até o fim do jogo. Durante o segundo tempo, o clássico acabou paralisado depois que carboneros começaram a destruir parte das arquibancadas do Centenario e atirar objetos entre si. Infelizmente, a atitude só dá argumentos para quem prefere pasteurizar os estádios e criar clássicos de torcida única.

O jornalista Sebastián Amaya estava no Centenario e postou várias fotos das arquibancadas em sua conta no Twitter. Vejam que beleza:

 

 

 

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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