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Maçante, Uruguai derrota uma França em busca de rumo

Uruguai e França fizeram encontro de camisas pesadas no Estádio Centenário nesta quarta-feira. Lutando pela entrada na zona de classificação das Eliminatórias e preparando-se para a Copa das Confederações, a Celeste foi a campo para dar mostras de sua força. Já os Bleus, de folga no qualificatório à Copa do Mundo, aproveitam a turnê pela América do Sul para realizar testes na renovação empreendida pelo técnico Didier Deschamps.

Fazendo as honras da casa, os uruguaios garantiram a vitória por 1 a 0. Porém, não demonstraram nada além do time que não convence desde a conquista da Copa América. O time sem criatividade foi pressionado pela França durante todo o primeiro tempo. A frágil defesa sofria com os contragolpes dos Bleus e o placar só foi mantido zerado graças a boas defesas de Fernando Muslera.

Já no segundo tempo, Óscar Tabárez realizou cinco alterações no time, incluindo a entrada de Luis Suárez no lugar de Diego Forlán, compondo o ataque ao lado de Edinson Cavani. E o jogador do Liverpool acabou fazendo a diferença, responsável pela maioria das finalizações da Celeste e pelo gol da vitória – que, justiça seja feita, saiu também graças a ótimo passe de Maxi Pereira. Exceção feita a Suárez, poucos foram os lampejos do Uruguai.

Tabárez já não conta com a força coletiva que garantiu a ótima campanha na Copa do Mundo de 2010 e o título na Copa América. Se os resultados saem, são mais por conta do talento individual de seus homens de frente, sobretudo Suárez. Um panorama que não traz grandes perspectivas para a Copa das Confederações e que promete sofrimento  à torcida nas Eliminatórias, onde o país ocupa a sexta posição e terá jogo fundamental contra a Venezuela na próxima terça, fora de casa.

A França, por sua vez, contou com uma equipe consideravelmente modificada para o jogo, sem contar com nomes tarimbados como Karim Benzema, Hugo Lloris, Yohan Cabaye e Franck Ribéry. Valeu para Deschamps observar alguns jogadores que podem ganhar mais espaços, como Dimitri Payet e Eliaquim Mangala (apesar do erro no lance do gol). Para o próximo sábado, o Brasil deve esperar um time com predicados na defesa e uma rápida transição ofensiva. Mas que, assim como a equipe de Luiz Felipe Scolari, tenta encontrar seu prumo às vésperas da Copa.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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