América do Sul

Último desejo de menina era ter a barra de La U em seu velório, e eles lhe deram um belo adeus

Constanza Rivera viveu muito menos do que qualquer um gostaria. A jovem chilena faleceu aos 14 anos de idade, vítima de um câncer. Ainda assim, tempo suficiente para ver algumas das maiores glórias de sua grande paixão, a Universidad de Chile. A menina pôde se alegrar com a conquista da Copa Sul-Americana de 2011, além de cinco títulos chilenos desde 2009. Presenciou o suficiente para levar a sua torcida por La U além da vida. E o seu último desejo representa tamanho fanatismo: Constanza pediu que seu cortejo fúnebre fosse acompanhado pela Barra de los Abajo, uma das principais torcidas azules. Vontade cumprida nas ruas de Maipú, cidade da região metropolitana de Santiago.

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Dezenas de torcedores de La U se reuniram na despedida de Constanza. Mas, ao invés da tristeza, tentaram levar um ritmo de festa no caminho ao velório da menina. Alegria que ela desejou em seu adeus. Enquanto bandeiras em azul e vermelho coloriam a caminhada, o som dos bumbos marcava os cantos e os passos. “O dia em que eu morrer, quero o meu caixão pintado em azul e vermelho com um coração. Nem a morte vai nos separar, desde o céu eu vou te alentar”, escreveu a torcida, em sua página oficial.

Se o momento inspirava respeito, a barra cumpriu fazendo valer a vontade de Constanza. Assim, conseguiu confortar os seus familiares pela perda. “Muito obrigado a todos que compareceram hoje. Cumprimos o sonho da charmosa Constanza. Uma sensação de felicidade ver o rosto dos pais e dos familiares. Avante toda a família azul”, completou a torcida. O orgulho da menina se manteve intacto, graças às dezenas de azules que se mantiveram ao seu lado.

 

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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