Técnico do Tigre: “Fomos ameaçados com arma no peito”
O técnico do Tigre, Pipo Gorosito, acusou os seguranças do São Paulo de agredirem os jogadores e a comissão técnica da equipe argentina no intervalo da partida que decidiu a Copa Sul-Americana. Gorosito disse que os seguranças portavam armas de fogo, o que é proibido, e que a PM os agrediu.
“Tiraram revólveres no vestiário. Isso é o São Paulo, são covardes, no mano a mano não se garantem. Não jogaremos mais. Não temos garantias”, afirmou o treinador. Jogadores e pessoas da comissão técnica relataram que houve agressão dos seguranças do São Paulo.
O goleiro Damián Albil também relatou ter sido agredido. “Me deram um golpe de cacetete no peito, brigamos com 15 pessoas que nos agrediram”, afirmou. “Depois veio a polícia e nos agrediram. É incompreensível. Nos esperaram com pedaços de pau”, disse. “Eu me sintomal porque nós estávamos jogando uma final”, continuou o goleiro.
No intervalo, Lucas provocou um argentino mostrando um algodão que usava no nariz, após ser atendido por uma entrada forte de um argentino. Começou uma confusão entre os jogadores dos dois times , que resultou na expulsão, nos vestiários, de Paulo Miranda e Díaz. Mas esse era só o início.
O Tigre não voltou dos vestiários. Jádson, em entrevista à TV Globo já depois de voltar do intervalo, disse que os argentinos tentaram invadir o vestiário do São Paulo. Os seguranças intervieram e a comissão técnica chamou a Polícia Militar. Os argentinos, então, acusam que a PM ainda agrediu os jogadores.
Confusão antes do jogo
O desentendimento entre os times começou antes da final, ainda nesta terça-feira. O São Paulo impediu que o Tigre treinasse no Morumbi, alegando que o gramado estava prejudicado. Nesta quarta, os seguranças impediram que os jogadores do Tigre aquecessem no gramado. O clima ficou mais tenso para o jogo.