Botafogo: Lage minimiza calendário e faz comparação com a Premier League
Treinador explicou como pretende dosar o desgaste dos jogadores na sequência da temporada
O técnico Bruno Lage teve a sua primeira experiência no futebol brasileiro nesta quarta-feira (19), no empate em 1 a 1 do Botafogo com o Patronato (ARG), pela Copa Sul-Americana, no Nilton Santos. O resultado garantiu o time carioca nas oitavas de final da competição. E, depois da partida, o português comentou sobre a sua estreia, que aconteceu em meio a uma maratona de jogos do alvinegro, que lidera o Campeonato Brasileiro.
O que Bruno Lage disse na entrevista coletiva?
- Técnico minimizou problemas com o calendário brasileiro
- Bruno Lage falou em dar continuidade ao trabalho de Luís Castro e Caçapa
- Explicou escolha por que escalou um time misto nesta quarta-feira
Diferente de Luís Castro, que costumava criticar o calendário do futebol brasileiro, Bruno Lage minimizou a questão ao comentar sobre a gestão do elenco do Botafogo. Além disso, o técnico português comparou situações que já viveu em Portugal e, principalmente, na Inglaterra.
– Sobre as críticas ao calendário do Luís Castro eu não sei porque não acompanhei. Minha experiência é que os calendários são sempre assim. No Benfica, jogava o campeonato e a Liga dos Campeões. Na Premier League se joga sempre no meio da semana. Na segunda liga inglesa é sempre sábado e terça. Não se trata de poupar. É olhar para os jogadores adequadamente e ver o melhor 11. A equipe vinha de jogos consecutivos com os mesmo jogador. Semana passada jogaram em um campo muito pesado, chuvoso, teve viagem. É olhar pra cada jogador adequadamente. Não é poupar, mas sim ver quem está melhor. Não vou olhar para daqui a três meses, e sim para o momento – afirmou Bruno Lage.
O Botafogo de Bruno Lage entrou em campo nesta quarta-feira com um time misto. Jogadores como Lucas Perri, Marçal, Eduardo e Tiquinho Soares foram poupados e começaram no banco de reservas. E o português explicou como chegou na escalação da partida desta noite depois de dois dias de treinos.
– O Lúcio Flávio foi muito importante para isso (escalação), o Claudio (Caçapa) passou isso também. Não foi poupar. Nós fizemos isso, escolher o melhor 11 pra ter qualidade pra equipe ter 90 minutos – disse Lage, antes de complementar em outra resposta.
– É dar continuidade ao trabalho. Foi importante conhecer todo mundo, todos têm feito um trabalho fantástico. Saímos daqui muito mais ricos e agora é preparar para o jogo da melhor maneira.
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Bruno Lage analisa jogo do Botafogo contra o Patronato
Sobre o jogo contra o Patronato, o técnico Bruno Lage elogiou o começo da partida do Botafogo. No entanto, o português reconheceu que o time caiu de produção nos final dos dois tempos do duelo desta quarta-feira.
– Os jogadores que entraram merecem que seja feita uma análise. Eu gostei muito da maneira como a equipe entrou no jogo. Entramos sérios, fizemos 1 a 0, tivemos uma boa meia hora, criamos oportunidades. Podíamos ter feito 2 a 0. No final da primeira parte o jogo ficou mais equilibrado e na segunda parte voltamos bem. O tempo de jogo, falta de rotina e méritos do adversário também, estando com 3 a 0 no placar global, você cai. Tivemos vários momentos de transições, corredor contrário, situações de 2 contra 1, e não pudermos fazer – disse o treinador.
– Nós queríamos ter ganho o jogo. Saímos daqui hoje com o conhecimento ainda maior do grupo. O que tiro de positivo é o conhecimento do grupo. Há um exemplo do meu lado (Gatito Fernández). A equipe vem de uma sequência de jogos muito pesada, muitas vezes a mesma escalação e nós precisamos mesclar. Por ter muita gente sem ter os 90 minutos, sentiu-se uma quebra que é normal principalmente para quem não tem ritmo. Até pelo o que foi o primeiro jogo e a sequência, fizemos a gestão perfeita – completou o português sobre a sua estreia pelo Botafogo.
Pressão por manter bom trabalho que vinha sendo feito
– Há uma frase feita que é “quando se ganha nem tudo está bem e quando se perde nem tudo está mal”. A pressão é igual em todo o lado. A pressão que coloco em mim é máxima, fico à vontade de falar sobre isso. Sei que essa pergunta vai se prolongar até o final. Essa questão da pressão está complemente ultrapassada – disse o treinador.



