América do Sul

Sul-Americana não vale nada?

Um fracasso. Uma vergonha. O início de uma tensão entre torcedores, técnico e jogadores. Tudo isso fruto da eliminação precoce do Colo-Colo na Sul-Americana. Na quarta-feira os caciques venceram o Universitario de Sucre, da Bolívia, por 3 a 1, mas não se classificaram. Na primeira partida o time chileno havia perdido por 2 a 0. Com a soma dos resultados e o gol marcado fora de casa o Colo-Colo ficou de fora da Sul-Americana ainda na primeira fase.

Em que se pese o fator altitude na derrota em solo boliviano, a atuação do Colo-Colo em casa foi terrível. Desde o primeiro minuto, o time dirigido pelo técnico Diego Cagna mostrou uma indolência inconcebível com a desvantagem que tinha no placar. Ainda assim, a maior qualidade do time chileno propiciou a abertura do placar. Aos 38, Cámpora marcou. A animação tomou conta da torcida, mas por pouco tempo. Aos 44 do primeiro tempo, Galindo aproveitou a dormida da defesa adversária e empatou o jogo, resultado que obrigava o Colo-Colo a fazer mais três gols.

Na segunda etapa, os donos da casa vieram com tudo pra cima do Sucre. Mais ligados e comprometidos com o jogo, os caciques fizeram o segundo gol aos 7 minutos, novamente com Cámpora. Aproveitando o embalo, Cagna mandou a campo o jovem Bryan Rabello, de apenas 16 anos, e colocou o time ainda mais à frente. Aos 22 minutos, Fuenzalida fez o terceiro, deixando o Colo-Colo com pelo menos 25 minutos para buscar o gol da classificação contra um time muito inferior tecnicamente. Ainda assim não foi possível.

A derrota caiu como uma bomba nos vestiários da equipe. Para se ter uma ideia do impacto, mesmo sendo líder do chileno, Diego Cagna está com o cargo ameaçado e torcedores e jornalistas já cobram uma reformulação total do elenco para a temporada seguinte. Aliás, há o consenso de que Cagna só fica no clube se ganhar o título nacional.

Pode parecer um efeito supraestimado para a vida do Colo-Colo, ainda mais com o clube na ponteira do campeonato chileno e com grandes chances de classificação para a Libertadores – o que tiraria o valor de um eventual título da Taça Sul-Americana -, mas o que motiva toda essa reação é que os caciques se tornaram reis dentro do Chile, porém meros coadjuvantes fora dele.

O último título internacional do Colo-Colo foi a Recopa Sul-Americana de 1992, um ano depois de ter faturado a Libertadores da América. De lá pra cá o clube só colecionou decepções, inclusive na edição deste ano da Libertadores – sendo eliminado na primeira fase. De uma forma ou outra, ganhar a Sul-Americana era uma maneira de o time chileno se reinserir no caminho das glórias internacionais. Fica pra próxima…

Mais da Sul-Americana

Além da classificação do Universitário de Sucre – enfrenta o Cerro Porteño (PAR) na segunda fase – sobre o Colo-Colo, mais três jogos foram realizados nesta semana envolvendo os clubes abordados por essa coluna.

Pela primeira fase, o Barcelona de Guaiaquil (EQU) venceu o Universidad César Vallejo (PER) por 3 a 1 e pega o Peñarol (URU) na etapa seguinte. Já Universidad de Chile e Oriente Petrolero (BOL) fizeram a primeira partida da primeira fase na terça-feira e empataram por 2 a 2 em Rancagua, no Chile. Ainda pela fase inicial da competição o Deportivo Lara (COL) fez 4 a 0 no Santa Fé e devolveu a vantagem de dois gols conquistada pela equipe da Venezuela. Na próxima fase o time colombiano enfrenta o Caracas.

Recopa Sul-Americana

A LDU se deu melhor na primeira partida da Recopa Sul-Americana 2010. A equipe equatoriana bateu o Estudiantes por 2 a 1, em Quito, e agora pode empatar o segundo jogo para levar o título. Hernán Barcos marcou os dois gols da LDU, enquanto Rojo fez o tento dos argentinos. O segundo jogo da decisão será realizado no dia 8, na Argentina.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo