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Por que Lucas precisa da Sul-Americana antes do PSG

France Football: Qual é o seu título mais marcante?

Lucas: A Copa São Paulo de juniores de 2010. É um torneio que acontece todos os anos, em São Paulo, no mês de janeiro, com os principais clubes do Brasil. É uma verdadeira vitrine para os jovens talentos. Eu disputei duas vezes. A primeira em 2009, mas com jogadores dois anos mais velhos que eu. Acabamos eliminados pelo Atlético Paranaense, nas semifinais. Mas foi uma grande experiência, aprendi muito para chegar melhor preparado na temporada seguinte.

Essa foi uma das perguntas a que Lucas teve que responder numa longa entrevista publicada pela revista France Football na semana passada. Quase dez páginas. Falando sobre tudo. Quase tudo. E com desenvoltura. Em bom português, claro. Logo no início do papo, o meia-atacante são-paulino deixa claro que o seu francês ainda não é o ideal. Não será em sua chegada ao PSG, em janeiro. Mas isso não o incomoda.

A pergunta transcrita acima e feita pelo jornalista Arnaud Courtadon, sim. Ainda que o craque tricolor não deixe transparecer. Lucas faz nesta quarta-feira, contra o Tigre, o seu último jogo pelo São Paulo. Quer se despedir com um título. Precisa se despedir com um título. E merece se despedir com um título.

Não que Lucas necessite de uma conquista para cravar de uma vez por todas o seu nome na história tricolor. Talvez sim. Não tenho convicção. Talvez não. Lucas é um excelente jogador e ainda melhor pessoa. É a revelação que despontou no Morumbi e que não mudou em nada desde aquela Copa São Paulo apontada por ele em sua resposta à France Football. Para onde vai, o jogador de 20 anos leva a sua família. É assim em eventos no Brasil. Será assim na Europa.

Quando embarcarem para Paris, no próximo mês, os Moura poderão levar uma medalha na bagagem. Deveriam levar. Merecem levar.

Boa viagem, Lucas. Mas, antes de tudo, um bom jogo logo mais.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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