América do Sul

Suárez fez um bonito gol e deu assistência em sua volta ao Estádio Centenário com o Nacional

Luis Suárez comandou a vitória sobre o Montevideo City Torque e chega em alta para o clássico contra o Peñarol

Em sua volta ao Nacional, Luis Suárez precisa se acostumar com os estádios modestos do Campeonato Uruguaio. Neste final de semana, porém, o Pistoleiro teve a chance de atuar novamente no Estádio Centenário – palco de grandes momentos pela seleção e do qual até se despediu com a camisa celeste. Diante do Montevideo City Torque, o veterano deu show neste sábado. Anotou um bonito gol e deu assistência no triunfo por 3 a 0 dos tricolores. O craque esquenta os motores para o clássico contra o Peñarol, no Gran Parque Central, durante o próximo domingo.

Suárez seria coadjuvante no golaço de Franco Fagúndez, aos oito minutos. O veterano deu apenas o passe para o lado, que virou assistência num lindo chute por cobertura do companheiro. A magia do Pistoleiro ficaria para os 27. Ele ajeitou com o peito, recebeu a devolução por cima num belo giro de Felipe Carballo e, sem deixar cair, acertou uma chicotada de canhota. Lindo tento de Suárez, seu segundo em seis partidas nesta volta ao Nacional.

Durante o segundo tempo, Suárez teve um gol anulado por mínimo impedimento. O Torque ficou com dez homens, depois da expulsão de Agustín Peña, e logo o Pistoleiro deixou o campo, dando lugar a Emmanuel Gigliotti. Diante da vantagem numérica, o Nacional martelou bastante pelo terceiro gol. Teve bola na trave, outro tento anulado, milagres do goleiro. Caberia a Gigliotti fechar a contagem nos acréscimos.

O Nacional lidera o Torneio Clausura com 12 pontos em cinco rodadas, incluindo quatro vitórias consecutivas. Com um jogo a menos, o River Plate ainda pode ultrapassar os tricolores. Já o Peñarol não começou bem a campanha e ocupa o sétimo lugar, com oito pontos. Será uma bela história ao redor de Suárez, na primeira oportunidade de disputar o clássico novamente – logo em casa.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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