América do Sul

A seleção uruguaia ganha força e agrada pelas novidades apresentadas na China Cup

A seleção uruguaia teve sucesso em sua empreitada pela China nesta Data Fifa. Ao lado de Gales e da República Tcheca, além da própria seleção da casa, a Celeste disputou a China Cup. Não apenas encheu os bolsos de dinheiro, como também faturou o título do torneio amistoso e fez testes importantes rumo à Copa do Mundo. Nesta segunda, o time de Óscar Tabárez sacramentou a conquista ao derrotar os galeses por 1 a 0, gol de Edinson Cavani, eleito também o melhor jogador da competição – em escolha motivada especialmente pela pintura de bicicleta anotada nas semifinais. Já na decisão do terceiro lugar, os tchecos golearam os chineses por 4 a 1.

A vitória do Uruguai foi definida aos quatro minutos do segundo tempo. Em uma boa trama coletiva, envolvendo nove jogadores diferentes na construção da jogada, Cebolla Rodríguez recebeu lançamento de Diego Godín e cruzou para Cavani escorar na pequena área. E o placar saiu magro, considerando maneira como os charruas dominaram a etapa complementar. O Maestro Tabárez, mais uma vez, foi além dos veteranos que geralmente povoam seu time. Guillermo Varela e Diego Laxalt seguiram nas laterais. A dupla central de meio-campistas no 4-4-2 se compôs por Matías Vecino e Rodrigo Bentancur, enquanto Nahitan Nández caiu pela direita. Já no segundo tempo, Lucas Torreira e Maxi Gómez ganharam minutos em campo.

As exibições na China Cup ganharam amplos elogios da imprensa uruguaia, e não apenas pelos novatos. A forma propositiva como a Celeste atuou, com mais posse de bola e buscando se impor no ataque, demonstra uma diferença notável em relação ao que se acostumou a ver nos últimos anos, com um time mais confortável em se defender e buscar os gols em contra-ataques ou bolas paradas. Além disso, o meio-campo apresentou boa mobilidade, com marcação alta desde a saída de bola da seleção galesa.

As novas peças permitem esta transformação ao Uruguai. Cada vez mais, o time parece extrapolar o binômio da linha defensiva fortíssima e da dupla de ataque infernal, composta por Luis Suárez e Edinson Cavani. E este algo a mais pode ser fundamental desde a fase de grupos da Copa do Mundo, contra adversários mais limitados tecnicamente, que tendem a se proteger mais. Acima disso, garantem uma visão de longo prazo interessante à Celeste, com Maestro Tabárez indicando as bases ao futuro. Seu projeto de reerguimento da equipe nacional deve se manter competitivo além de sua própria permanência no banco de reservas.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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