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São Paulo e Atlético Nacional se reconstroem em plena semifinal da Libertadores

A quarta-feira é de retomar a Copa Libertadores depois de um mês e meio de pausa para a disputa da Copa América Centenário. E assim como em outros torneios, uma parada tão longa pode mudar como os times chegam à semifinal. Tanto São Paulo quanto Atlético Nacional conseguiram classificações épicas, arrancadas no calor de disputas complicadas nas quartas de final. Só que os times mudaram desde então e agora o duelo tem o aspecto de reconstrução.

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O São Paulo vinha empolgado pelo crescimento que teve na competição e por ter eliminado um time brasileiro; o Atlético Nacional vinha como melhor campanha e arrancou uma classificação nos últimos segundos contra o Rosario Central. Isso significaria um duelo de dois times em alta, se fosse uma ou duas semanas depois. A parada mudou isso. Os dois times precisam encontrar um novo jeito de jogar.

São Paulo

De um catado no início da competição, cheio de problemas, o time do técnico Edgardo Bauza se encontrou ao longo da competição e chegou com força às semifinais, com boa atuação contra o Atlético Mineiro no segundo jogo das quartas de final. O problema é que o jogo foi há 49 dias e de lá para cá o time teve muitos problemas.

É verdade que há uma boa notícia para os são-paulinos: a permanência do zagueiro e agora capitão Maicon. O jogador é destaque da equipe e é muito importante na melhora de desempenho do time. Só que o time perdeu Kelvin e Ganso, machucados. Os dois jogadores fazem muita falta, por motivos diferentes.

Kelvin se tornou titular ao longo da campanha, dando velocidade e sendo uma arma importante do time pelo lado direito. Ganso, por sua vez, vive uma ótima fase, é o principal criador de jogadas do time e faz a bola circular com mais qualidade. Sem os dois e somada a ausência de Centurión, suspenso, Bauza deve mudar o jeito de jogar do time. Há a possibilidade de um volante entrar no lugar de Kelvin e um atacante substituir Ganso. O time mudaria para um 4-4-2, com Alan Kardec ao lado de Calleri. Esta, porém, é só uma das possibilidades.

Com a campanha irregular do time no Campeonato Brasileiro, a Libertadores é a grande chance de um título no ano. Não que seja impossível no Brasileiro, mas o início da campanha não dá impressão que assim será. Os confrontos com o Atlético Nacional servirão para dar o tom do time no resto do ano e ver se o espírito coletivo, tão bem na fase anterior, pdoe ser resgatado.

Atlético Nacional

Depois de ser eliminado no Campeonato Colombiano nas semifinais para o Junior, a equipe treinada por Reinaldo Rueda chega à Libertadores modificada. Perdeu jogadores por transferências, sendo o principal deles o atacante Jonathan Copete, que foi para o Santos. Porém, ganhou Ángel Borja, contratado e inscrito. Aliás, deve ser titular do time. Ocupa a vaga de Victor Ibarbo, que estava emprestado e se transferiu para o Panathinaikos.

Além de Ibarbo e Copete, o Atlético Nacional também perdeu o meia Alexander Mejía, que foi para o León. Com isso, Reinaldo Rueda terá trabalho para remontar o time. Além de Borja, chegou também Ezequiel Rescaldani, que veio do Málaga.

Se o São Paulo jogou muito no período, o Atlético Nacional ficou parado. Jogou as semifinais do Campeonato Colombiano, com o último jogo no dia 11 de junho, e só voltou a atuar na última sexta, dia 1º de julho, quando empatou por 3 a 3 com o Alianza Petrolera na primeira rodada do Torneio Clausura. Rueda levou a campo um time de reservas, o que deu um tempo extra para o time se preparar por três semanas inteiras.

Em busca da glória

O Atlético Nacional é o primeiro clube colombiano a ter sido campeão da Libertadores, em 1989. Nos anos seguintes, 1990 e 1991, o time também foi semifinalista. Volta a esta fase da competição com a ambição de voltar a levantar a taça. O futebol que o time apresentou na primeira fase o credencia para isso. Nos últimos anos, o time tem caído logo nas primeiras fases eliminatórias.

O São Paulo retorna à semifinal depois de seis anos. Na última vez, em 2010, o clube caiu para o Internacional, que acabaria como campeão. Quando participou da competição depois disso, em 2013 e 2015, o time caiu nas oitavas de final. Desta vez, com um técnico experiente na competição, tenta voltar a uma final, como fez há 10 anos, quando perdeu do Internacional na decisão.

Atlético Nacional e São Paulo buscam acabar com a sina de eliminações e finalmente fazer todo o caminho rumo à taça. E terão que fazer isso com times muito mexidos em relação aos que entraram em campo na quartas de finais. Seja quem for que avançar, será um time modificado. Dá para dizer que serão novos times.

NA TV:
São Paulo x Atlético Nacional
Morumbi, São Paulo – 21h45
Globo para SP, SC, PR, MG (Juiz de Fora, Uberlândia, Ituiutaba e Uberaba), GO, TO, MS, MT, SE, AL, PE, PB, RN, CE, MA, PA (menos Santarém), AP e DF, SporTV, Fox Sports
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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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