América do Sul

Review da temporada

Se os torcedores do Peñarol estão na expectativa por mais um título da Libertadores, os rivais do Nacional já estão em festa e agora secam a todo custo os manya. Afinal de contas, o Tricolor se tornou campeão da temporada uruguaia no último final de semana, após a vitória por 1 a 0 contra o Defensor Sporting nas “semifinais” do torneio. Explica-se: campeão do Clausura, o Nacional enfrentou o Defensor, campeão do Apertura, para decidir quem iria à final contra o…. Nacional, dono da melhor pontuação na tabela acumulada (Apertura + Clausura). Como o Bolso venceu já nas semifinais, eliminou a possibilidade de mais um jogo para o campeão.

Foi um título justo, do time que teve as melhores atuações no conjunto dos dois campeonatos. No início da temporada, no entanto, o panorama era muito diferente. Depois de ter elevado as expectativas de todos com boas contratações e um ótimo desempenho na pré-temporada, o Nacional teve um começo de Apertura dos mais frustrantes. Em três jogos foram duas derrotas e um empate. Além dos maus resultados, a forma como o time dirigido por Luis González jogava era decepcionante. Não fosse o bastante, a equipe ainda teve que lidar com a perda do zagueiro Rodriguez, que morreu em um acidente de carro.

Quando o técnico Juan Ramon Carrasco chegou, em outubro e sob os aplausos de toda a torcida, as coisas melhoraram e, apesar do tempo “perdido”, o início da temporada foi “menos pior” do que poderia se imaginar. Isso porque os grandes adversários de sempre, Peñarol e Defensor Sporting, também não estavam lá aquelas coisas. Quem surpreendia mesmo era o El Tanque Sisley. Em cinco jogos o time engatou três vitórias e dois empates, sendo as duas igualdades contra o Nacional e o Peñarol.

A equipe recém-promovida após 19 anos de ausência acabou sendo a grande sensação do campeonato, mantendo a boa fase por diversas rodadas e conseguindo uma honrosa quarta posição ao final do Apertura. Justamente quando o El Tanque caiu de desempenho, o Bella Vista surgiu com força. Nas seis últimas rodadas os Papales emenderam cinco vitórias e um empate e terminaram na terceira posição do campeonato.

Os rounds finais também foram de sprint para o Nacional, que conseguiu engatar uma sequência de bons resultados, impulsionado principalmente pelo centroavante Santiago “Morro” García, autor de 15 gols no torneio, e pela defesa que enfim se acertou. A arrancada só não foi mais bem sucedida porque o Defensor, mesmo titubeando aqui e ali, acabou no conjunto da obra se mostrando melhor.

A partir da rodada 9, la Violeta goleou Rampla Juniors, Fénix e Racing, contando com ótimas atuações do atacante Rodrigo Mora, do meia Diego de Souza e também de seu setor defensivo, com destaque para Ibáñez e Mario Risso. No jogo 12, uma igualdade diante do Central Español colocou novamente em dúvida o postulante ao título, mas o triunfo diante do Peñarol, logo em seguida, fez com que o Defensor chegasse à penúltima rodada dependendo de uma vitória para soltar o grito de campeão. E foi o que aconteceu.

Se o Apertura foi de fortes emoções do início ao fim, o Clausura foi mais monótono do ponto de vista dos resultados. Depois de um bom início do Defensor Sporting, que mesmo derrapando em função das saídas de Mora, do meia Diego de Souza, do volante Miguel Amado e do lareral esquerdo Ariosa, ainda se aguentava na ponta, o Nacional sobrou.

Com uma grande sequência de vitórias e um time que poucas vezes tropeçou, mesmo disputando simultaneamente a Libertadores, o Bolso alcançou a liderança e não saiu mais. Tendo no zagueiro Coates uma figura de liderança e espírito, além da atestada qualidade dentro das quatro linhas, e aproveitando o bom momento do volante Facundo Píriz, do meia Tabaré Viudez e novamente de Morro Garcia, o Tricolor nadou de braçada. Venceu seus jogos contra Defensor e Danubio sem tomar gols e empatou com o Peñarol em 0 a 0. Ou seja, título indiscutível.

No restante, poucas surpresas. Sem a força de outrora, o Defensor ficou na segunda posição. Mesmo priorizando a Libertadores, o Peñarol ainda chegou em terceiro, enquanto Fénix e Racing foram as surpresas da vez, terminando na quarta e quinta posições, respectivamente. Já as zebras do Apertura caíram vertiginosamente. O Bella Vista ficou na 14ª posição, mas ainda conseguiu ir à Sul-Americana, enquanto o El Tanque Sisley acabou no 15º e penúltimo lugar. Mesmo assim foi o suficiente para se safar do rebaixamento. Pior para Rampla Juniors, Tacuarembó e Miramar Misiones, que vão disputar a segundona.

Resumão

Campeão da Temporada: Nacional
Campeão do Apertura: Defensor Sporting
Campeão do Clausura: Nacional
Classificados à Libertadores 2012: Nacional, Defensor e Peñarol (dependendo do resultado da Libertadores)
Classificados à Sul-Americana 2011: Nacional, Fénix e Bella Vista
Rebaixados à segunda divisão em 2012: Rampla Juniors, Tacuarembó e Miramar Misiones
Promovidos para a primeira divisão 2012: Rentistas, Cerrito e Cerro Largo

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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