América do Sul

Recoba não está só: 10 ilustres veteranos da América do Sul

No fim de 2011, Álvaro Recoba voltou a ser protagonista do noticiário esportivo ao marcar gols decisivos na conquista do título uruguaio do Nacional. Aos 35 anos, o meia mostrou que ainda pode acrescentar algo ao futebol e ser importante para uma equipe de ponta em seu país, assim como foram, em menor escala, Juninho Pernambucano no Vasco e Marcos Assunção no Palmeiras. Referências nas bolas paradas, ambos também foram importantes para acalmar suas equipes em alguns momentos. O primeiro colaborou com belos gols de falta na briga do Vasco pelo título brasileiro e o segundo foi um dos poucos a sobreviver no meio do caos alviverde no segundo turno.

Outros veteranos estiveram na ativa por toda a América do Sul em 2011. Figurinhas carimbadas há quase 20 anos, como o equatoriano Iván Hurtado ou Carlos Galván, zagueiro argentino que ficou conhecido no Brasil ao passar por Atlético Mineiro, Santos e Paysandu. O paraguaio Roberto Acuña, que voltou da aposentadoria em 2009, recebeu homenagens durante a temporada e assumiu o papel de líder técnico do Rubio Ñú.  Há ainda os que adiaram a própria aposentadoria, como Juan Sebastián Verón. Confira a lista preparada pela Trivela com os 10 principais veteranos do futebol sul-americano em 2011.

Washington Tais (Danubio-URU)
Ex-lateral direito de Peñarol, Racing de Santander e Betis, Tais tem uma história não muito comum aos jogadores de futebol. Aposentou-se em 2005 e só voltou a morar no Uruguai em 2010, quando decidiu que precisava jogar por uma equipe do próprio bairro, no caso o Danubio. Preparou-se fisicamente, passou nos testes e acabou sendo contratado, ajudando a equipe a ser vice-campeã do Apertura. Ao todo, participou de 20 partidas, sendo 18 delas como titular, e foi substituído em apenas duas. Números impressionantes para um jogador de 39 anos.

Juan Carlos Henao (Once Caldas-COL)
Herói da conquista da Copa Libertadores em 2004 ao brilhar na decisão por pênaltis contra o Boca Juniors, Juan Carlos Henao chegou a ser eleito o oitavo melhor goleiro do mundo naquela temporada e chamou a atenção do Santos, que o contratou para depois se arrepender. Após a passagem decepcionante pelo time brasileiro, Henao ainda jogou no Millonarios, Unión Maracaibo e Real Cartagena, antes de voltar ao Once Caldas em 2010. Às vésperas de completar 40 anos, é reserva da equipe que se prepara para disputar a Pré-Libertadores contra o Internacional.

Juan Sebastián Verón (Estudiantes-ARG)
Após brilhar em 2009, quando foi o comandante dos Pinchas no título da Libertadores, Verón se destacou mais por suas ausências em 2011. Às voltas com frequentes lesões, o meia de 36 anos chegou a anunciar a aposentadoria para o fim do ano, mas foi convencido pelos companheiros a jogar por pelo menos mais seis meses em 2012. Sem conseguir reeditar as boas atuações dos últimos anos, ele viu o Estudiantes desandar e ficar com a 16ª colocação no Apertura 2011. Pouco para quem era tido como o melhor time da América do Sul há dois anos e quase ganhou do Barcelona no Mundial de Clubes.

Iván Hurtado (Barcelona-EQU)
Recordista de partidas com a camisa da seleção equatoriana (são 167 ao todo), Iván Hurtado acertou em 2011 seu retorno ao Barcelona de Guaiaquil, clube que já havia defendido em duas outras oportunidades na carreira, apesar de ter sido revelado no rival Emelec. Zagueiro que possui a técnica como marca registrada, ganhou prestígio mundial com o bom desempenho na Copa do Mundo de 2006, mas, aos 37 anos, não possui mais o mesmo tempo de bola, apesar de ainda se destacar nos lançamentos longos e nas cobranças de falta. Já descartado no Barcelona para 2012, poderá acertar com o El Nacional para a disputa da Copa Libertadores.

Rolando Schiavi (Boca Juniors-ARG)
Quando passou pelo Boca Juniors pela primeira vez, entre 2001 e 2005, Schiavi era conhecido por fazer gols de cabeça – e às vezes passar da conta nas botinadas –, mas jamais exerceu o papel de protagonista daquela equipe que venceu duas Libertadores. Ao voltar em 2011, aos 38 anos e já na fase final da carreira, isso aconteceu. O zagueirão comandou a defesa xeneize com muito espírito de liderança e foi um dos pilares da equipe campeã invicta do Apertura 2011. É nome mais do que certo na disputa da Libertadores em 2012.

Joaquín Botero (San José-BOL)
Maior artilheiro da história da seleção boliviana com 20 gols marcados em 48 partidas – três deles nos 6 a 1 diante da Argentina –,Botero é também um dos maiores ídolos e goleadores do Bolívar, clube pelo qual teve duas passagens. Em 2011, porém, acertou com o San José, e, mesmo já sem a velocidade que o ajudou a viver seus melhores anos, marcou oito gols em 14 jogos, soma que ajudou a equipe a ficar com a quarta colocação no campeonato nacional em 2011. Aos 34 anos, o centroavante já caminha para a aposentadoria.

Roberto Acuña (Rubio Ñú-PAR)
Meio-campista com passagens por Boca Juniors, Independiente e Zaragoza nos anos 90, Acuña chegou a se aposentar em 2007, após passagem apagada pelo Olimpia. Um convite dos amigos Arce e Gamarra, porém, fez com que ele repensasse a decisão e acertasse sua ida para o modesto Rubio Ñú, em 2009. Desde então, o nanico se firmou como um time médio do país e Acuña se tornou a referência no meio. Em 2011, disputou 33 partidas e marcou quatro gols, além de ter sido homenageado pela seleção paraguaia com a disputa de seu centésimo jogo, um amistoso contra a Romênia.

Carlos Galván (Universitario-PER)
Famoso no Brasil por ter defendido as cores de Atlético Mineiro, Santos e Paysandu, Galván fixou residência em Lima desde 2007, quando mudou-se para o Universitario após rápida passagem pelo Banfield. No time peruano, ajudou a dar estabilidade defensiva ao time e foi um dos principais nomes da conquista do título nacional em 2009, além de ter participado da boa campanha na Libertadores de 2010, quando a equipe só foi eliminada pelo São Paulo nos pênaltis. Em 2011, voltou ao Brasil para ser eliminado pelo Vasco da Copa Sul-Americana e, aos 38 anos, ele já planeja se aposentar dos gramados para assumir como técnico nas categorias de base do clube.

Giovanni Hernández (Junior-COL)
Um dos principais nomes da seleção colombiana na Copa América de 2011, Giovanni Hernández mostrou que ainda tem o que acrescentar ao futebol. O meia de 35 anos perdeu o papel de protagonista no Junior de Barranquilla para o atacante Carlos Bacca e marcou apenas um gol, contra 11 na temporada 2010. Ainda assim, foi um jogador importante na conquista do Finalización e certamente ajudará na Copa Libertadores, como fez em 2011, quando foi fundamental na vitória sobre o Grêmio. Ainda é um dos melhores meias em atividade no futebol colombiano.

Roberto Palacios (Sporting Cristal-PER)
Baixinho, entroncado e habilidoso, Palacios rodou a América Latina jogando futebol durante as duas últimas décadas. Passou por quatro clubes do futebol mexicano, foi campeão equatoriano pela LDU em 2005, atuou no Deportivo Cali e disputou até o Mundial de Clubes com o Cruzeiro em 1997, quando o time mineiro foi derrotado pelo Borussia Dortmund. Na seleção peruana, o histórico também é longo: são, ao todo, 127 partidas e 19 gols marcados, com seis Copas Américas no currículo. O meia, de 39 anos, voltou ao Sporting Cristal (clube que o revelou) em 2007 e, aos 39 anos, vê seus minutos em campo diminuírem a cada temporada. Sinal de que o fim está próximo.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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