Quem quer Riquelme? Futuro será definido neste mês
Um dos responsáveis pela transferência de Diego Forlán para o Inter, o empresário Jorge Baidek costuma contar uma história sobre a última janela de transferências brasileira. Não exatamente sobre Forlán, mas sobre o argentino Juan Román Riquelme.
Tudo estava fechado para a ida do ex-jogador do Boca Juniors para o Cruzeiro no meio do ano. Contratos redigidos, jogadores e dirigentes acertados e dinheiro com investidores levantado. Naquela quinta-feira, véspera de fechamento da janela, Riquelme ainda se encontrava em sua Buenos Aires, jogando bola ao lado de amigos. Ao fim da pelada, madrugada adentro, Riquelme pegou o telefone e ligou para seu representante no Brasil, Baidek, indicando o desejo de atuar em Belo Horizonte. Teria topado até mesmo baixar sua pedida salarial, motivado, segundo o agente, pela empolgação da partida noturna. Tudo estava encaminhado, Baidek já havia comprado uma passagem para buscá-lo na Argentina, mas, na última hora, um dos patrocinadores que bancaria a transferência caiu. Caiu com ele a vinda de Riquelme ao Brasil.
O meio-campista não joga desde então. E terá que esperar mais um pouco. Mas nem tanto assim.
O interesse em Riquelme ainda existe no Brasil. No momento, Jorge Baidek cuida da situação do atacante do ASA, Lúcio Maranhão, artilheiro do país com 40 gols na temporada. Centroavante rompedor, Lúcio é um dos responsáveis pela permanência do time alagoano na Série B. Deveria tê-lo deixado em agosto, mas, como fruto de um acordo entre o empresário e a diretoria, ficou até o fim do torneio. Nos próximos dias, o seu futuro deve ser definido. São três as propostas vindas da Europa e da Ásia. Outras cinco sondagens do Brasil.
Resolvida a situação de Lúcio Maranhão, Baidek estende um pouco mais a sua passagem pela Europa, acompanha Braga x Manchester United, pela Liga dos Campeões, e, então, passa a cuidar do futuro de Riquelme. “Novembro é o mês em que o panorama dele ficará mais claro”, afirma ao blogueiro.
Por enquanto, a perspectiva mais forte e comentada na Argentina é que Riquelme volte a esse mesmo Boca Juniors abandonado por ele meses atrás, ao lado do também ex-treinador do clube, Carlos Bianchi. Parece uma possibilidade distante. Talvez seja. Mas os argentinos sonham com ela. A outra é a vinda do meia para o futebol brasileiro. O Cruzeiro, sem Alex, é um candidato forte. Não se deve descartar também o Grêmio, com uma nova diretoria que pretende dar atenção especial ao mercado sul-americano. O Santos e sua investida no mercado vizinho atrás de um 10 idem.
Quem quer Riquelme?
(As primeiras respostas depois do anúncio de Lúcio Maranhão…)



