América do Sul

Peñarol busca o empate e encaminha o título no primeiro clássico uruguaio de Forlán

Diego Forlán, 36 anos, tem uma carreira consolidada. Jogou em grandes clubes da Europa, levou sua seleção ao quarto lugar da Copa do Mundo, como o melhor jogador do torneio, e venceu uma Copa América. Mas uma coisa sempre faltou ao seu currículo: apesar de ser um dos melhores jogadores da história do Uruguai, nunca havia disputado, como profissional, o grande clássico entre Nacional e Peñarol, até este domingo.

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Forlán entrou em campo com a camisa do clube pelo qual passou nas categorias de base e para o qual retornou para as últimas cenas da sua carreira. O Estádio Nacional de Montevidéu ainda mais do que o normal porque a partida poderia decidir o título. O Peñarol estava na liderança, com 25 pontos, contra 23 do Nacional, a quatro rodadas do fim do Apertura, e uma vitória carbonera praticamente definiria o campeonato. Um empate não seria nada ruim.

A grande esperança de gols do Peñarol era Forlán, que entrou em campo como meia-atacante, atrás de Zalayeta e Diego Ifrán. Mas a marcação prevaleceu à ofensividade no sempre muito disputado clássico uruguaio. Não à classe. A dois minutos do intervalo, Santiago Romero acertou um lindo chute colocado para dar vantagem ao Nacional no placar.

O Peñarol foi ao ataque para tentar pelo menos o empate e deixou a defesa desguarnecida. Eguren quase ampliou para o Nacional. Iván Alonso, de cabeça, acertou a trave direita. A situação dos carboneros poderia ter ficado ainda mais complicada quando Forlán cometeu uma falta em Gonzalo Porras e achou que seria expulso. “Poderia ter levado o cartão vermelho nessa jogada. Cheguei atrasado tentando chutar a bola e o toquei. Quando vi que o árbitro puxou o cartão do bolso da frente, fiquei mais tranquilo. Por um momento, pensei que seria expulso”, disse ao site Tenfield.

O Peñarol continuou lutando para buscar o empate e conseguiu, aos 34 minutos do segundo tempo, em uma jogada de bola parada que Aguirregaray cabeceou para as redes, quase debaixo da trave. Foi o gol que manteve a distância para o Nacional em dois pontos, três rodadas do fim, e pode se mostrar decisivo na reta final do campeonato. Forlán sabe disso.

“Continuamos em primeiro e dependemos apenas de nós. Na primeira parte, tivemos situações claras de gol. Eles encontraram um golaço e quase definem a partida com aquela cabeçada. No segundo tempo, ficaram trás, buscando provocar nossos erros e todos sabemos que, se um time não mata a partida, acontece o que aconteceu. Somos bons na bola parada e chegamos ao gol de empate”, analisou o craque, que agora pode cortar o clássico uruguaio dos grandes momentos que faltam para a sua carreira.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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