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Palmeiras bem melhor que a encomenda contra o Tijuana

Parecia pouco provável o Palmeiras sair do estádio Caliente em Tijuana com uma vitória ou um empate. O cenário era assustador diante do imponente clube mexicano e seu gramado artificial. Além da longa viagem, o adversário já fez um certo rival como vítima nesta Libertadores. No mesmo Caliente, o Corinthians perdeu de 1 a 0 na primeira fase.

Foi com essa dura missão que o alviverde viajou até o México: lidar com um oponente complicado, carregando o cansaço da viagem e a desconfiança adquirida pela torcida após as últimas atuações. E no final, há muito o que se comemorar. Empatando em 0 a 0 no Caliente, o Palmeiras se apresentou de forma convincente e não ficou preso em sua defesa observando o Tijuana atacar.

Nos primeiros minutos, a postura palmeirense foi bem ofensiva, mais até do que contra o Libertad, quando lutava por sua sobrevivência. De início, parecia que até sairia na frente do placar, mas a caminhada de Wesley que poderia dar em gol foi interrompida por uma falta dentro da área. Nada marcado, mas os comandados de Gilson Kleina não desistiram fácil de tentar superar os seus próprios limites.

Qualquer espaço concedido pela defesa alviverde era bem aproveitado. Os chutes de fora da área assustavam Bruno, que foi seguro debaixo das traves e evitou algumas boas chances do Tijuana. A bola corria demais e os dois times erravam muitos passes antes das ofensivas.

Bem verdade que o Palmeiras passou mais tempo no campo dos mexicanos e não soube aproveitar melhor sua posse, mas o nervosismo e a pressão falavam alto quando os Xolos desciam pelo meio. Os poucos metros livres para Riascos e Martínez eram um grande problema para Henrique e Maurício Ramos, que precisaram usar o recurso do chutão para não correr mais riscos.

Bons ventos por aí

Para quem saiu da Vila Belmiro no sábado com uma eliminação no Paulista e com a necessidade de não levar muitos gols em Tijuana, até que o Palmeiras foi bem. Se as grandes ameaças vindas de lá não surtiram tanto efeito diante da formação de Kleina, a volta no Pacaembu deve ser mais tranquila do que o panorama inicial.

O Palmeiras deve seguir adiante na Libertadores, mas que não relaxe nos 90 minutos restantes, ou o castigo que não veio no Caliente pode tomar cor em São Paulo. Em outras palavras, se o comportamento for o mesmo que o desta terça, uma vitória dos donos da casa tem tudo para acontecer no Pacaembu.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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