América do SulEliminatórias da Copa

Ousadia e melancolia

Sergio Markarián vive de sonhos e, normalmente, de realizações. Em 1974, aos 30 anos, começou sua carreira de técnico nas divisões de base do Bella Vista, do Uruguai. Dois anos depois, já vivendo o sonho de comandar a equipe principal do time de Montevidéu, levou o clube ao título da segunda divisão. Já em 1997, quatro títulos paraguaios e dois peruanos depois, Markarián sonhou… E deu ao Sporting Cristal o vice-campeonato da Libertadores. Em 2010, com mais duas conquistas no Paraguai e uma no Chile, o técnico uruguaio assumiu a seleção peruana com um novo sonho: levar o time de volta a uma Copa do Mundo após 30 anos de ausência. Hoje, dois anos depois, muitos peruanos gostariam que o uruguaio fosse menos sonhador…

O motivo é um só: Markarián quer que a seleção peruana jogue de igual pra igual contra quem for, mas isso não tem dado certo. O Peru é o último colocado nas Eliminatórias, com apenas três pontos em cinco jogos, fruto de uma vitória e quatro derrotas. A bicolor também ostenta a incômoda marca de ter a pior defesa da competição, ao lado da Bolívia. Por isso os jogos contra a Venezuela nesta sexta-feira e Argentina, na segunda-feira, serão decisivos para o futuro da seleção na luta por uma vaga na repescagem pelo menos.

Apesar dos infortúnios e de muitos torcedores quererem a volta do futebol defensivo que deu o terceiro lugar à equipe na Copa América do ano passado, Markarián não dá mostras de que vai mudar de ideia. O provável time para o confronto contra os venezuelanos terá os ofensivos Revoredo e Yotún pelas laterais, o meia Cachito Ramírez como segundo volante e o quarteto Vargas, Farfán, Guerrero e Pizarro lá na frente. Ou seja, com exceção do goleiro Penny, dos zagueiros Rodríguez e Zambrano, e do volante Cruzado, todo o time peruano terá jogadores mais afeitos ao ataque do que ao setor defensivo.

O técnico da seleção tem seus motivos: a Venezuela é um adversário direto por uma vaga na Copa de 2014 e vencer o combinado vinotinto é a melhor maneira de seguir sonhando. No entanto, o torcedor também tem os seus… Desde 2010, quando deu um passo adiante na evolução de seu time nacional, a Venezuela se defende bem e aproveita demais os contra-ataques. Jogar com uma equipe tão ofensiva pode significar um fracasso retumbante do Peru em casa e a necessidade de se expor também contra a Argentina, desta vez fora de casa. Por outro lado, se for efetiva na sua proposta, a seleção peruana ganhará três pontos contra um rival direto, avançará na tabela e poderá tentar só os contra-ataques contra a albiceleste.

Em uma metáfora batida, o jogo desta sexta é o dilema do copo meio cheio e meio vazio. Muitos peruanos veem o copo meio vazio… Markarián não. Para este senhor de 67 anos que tanto conquistou em situações em que ninguém dava nada por seus times o copo não está apenas meio cheio, ele está quase transbordando. Para ele, o sonho continuará…

Mais peruanas

– O Sporting Cristal venceu a Universidad San Martín por 3 a 1 e manteve a liderança da Liguilla A, agora com 64 pontos em 32 jogos. O José Gálvez, que bateu o Inti Gas por 3 a 1, é o segundo, com 52 pontos em 33 jogos.

– Na Liguilla B o Real Garcilaso perdeu do Juan Aurich por 3 a 2, mas ainda lidera, com 60 pontos. A Universidad César Vallejo empatou por 1 a 1 com o Sport Boys e está na segunda posição, com 59 pontos.

Paraguaias

– No Clausura paraguaio o Sportivo Luqueño venceu o Sportivo Carapeguá por 3 a 1 e assumiu a liderança, agora com 14 pontos em sete jogos. O Guaraní é o segundo, depois de perder do Cerro Presidente Franco por 1 a 0 e parar nos 13 pontos. Os aborígenes, no entanto, têm seis jogos.

– O Libertad derrotou o Rubio Ñu por 3 a 0 e é o terceiro, com dez pontos em sete jogos. O Olimpia bateu o Tacuary por 3 a 2 e tem agora nove pontos em seis jogos. O Cerro Porteño, por sua vez, venceu o Independiente por 1 a 0 e chegou a oito pontos, também em seis jogos.

Colombianas

– O Millonarios empatou por 0 a 0 com o Deportivo Cali e manteve a liderança do Finalización colombiano, agora com 17 pontos em sete jogos. O Junior de Barranquilla é o segundo, com 15 pontos após a vitória por 4 a 3 contra o Patriotas.

– Cúcuta, Quindio, Itagüí, Boyacá Chicó, Independiente Medellín e Atlético Nacional completam os oito primeiros que hoje se classificariam para os playoffs.

Uruguaias

– No Apertura uruguaio o Progreso fez 4 a 1 no Danubio e manteve os 100% de aproveitamento; seis pontos em dois jogos. Com a mesma pontuação está o Fénix, que ganhou do Racing por 2 a 1.

– O Peñarol empatou por 1 a 1 com o River Plate e ocupa a décima posição, com um ponto. O Nacional joga só no domingo, contra o Cerro Largo.

Chilenas

– A Universidad de Chile jogou duas vezes na semana e venceu ambas: 2 a 0 na Unión San Felipe e 1 a 0 no Cobreloa. As vitórias deixaram La U na segunda posição, com a mesma pontuação e jogos – 20 em 9 – do Rangers, que bateu o Huachipato por 2 a 1.

– A Universidad Católica perdeu do Iquique por 3 a 2 e ocupa a quarta posição, com 14 pontos em nove jogos. O Colo Colo, por sua vez, fez 3 a 0 no Palestino e agora também tem 14 pontos.

Venezuelanas

– Na Venezuela o Llaneros de Guanare venceu o Trujillanos por 3 a 0 e tomou a ponta do campeonato, com dez pontos em quatro jogos. A liderança é dividida com o Deportivo Anzoátegui, que empatou por 1 a 1 com o Zamora, e com o Caracas, que fez 2 a 0 no Zulia.

– Trujillanos, Deportivo Petare, Deportivo Táchira, Deportivo Lara e Aragua completam os oito primeiros.

Equatorianas

– Em razão da Sul-Americana, apenas três jogos foram realizados no Segunda Etapa na última sexta-feira. O mais importante para a tabela foi Liga de Quito 3×1 El Nacional.

– A tabela tem o Barcelona na ponta, com 17 pontos em oito jogos, a LDU com 16 pontos em nove jogos e o Emelec em terceiro, com 16 pontos em oito jogos.

Bolivianas

Não houve rodada do Apertura boliviano. Desta maneira o The Strongest segue na ponta com 13 pontos, em seis jogos, seguido pelo Jorge Wilstermann e pelo Petrolero com 11.

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