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Os refugos que se superaram e ganharam a Libertadores

A história recente dos campeões da Libertadores é repleta de refugos que tiveram a chance de superar a própria falta de perspectivas para erguer o caneco.

Eles tiveram quase sempre papel importante nas conquistas e por isso merecem ser mencionados. No título do Atlético, por exemplo, é lembramos os casos de Jô, Alecsandro e Richarlyson. A capacidade deles foi questionada, mas no final, colaboraram de alguma forma para o sucesso.

Reunimos alguns outros jogadores que não empolgaram, mas foram campeões do torneio desde 2005, quando o São Paulo venceu o Atlético Paranaense. Todo ano pelo menos um refugo integrou o elenco que entrou em campo na decisão. Inter  e Estudiantes são os que mais tiveram atletas nessa categoria nesta lista, com três. Confira direitinho aí embaixo essa história.

2005 – São Paulo

Campeão com uma goleada em cima do Atlético no Morumbi, o Tricolor tinha Fabão, o refugo consagrado na zaga por Paulo Autuori ficou alguns bons anos no Morumbi e não deixou saudades quando foi para o Japão, em 2007.

2006 – Internacional

Fabinho foi o pioneiro na arte de ser refugo no Colorado que ergueu a taça da Libertadores contra o São Paulo. O volante foi revelado pela Ponte e com passagens por Flamengo e Santos, chegou desacreditado no Beira Rio. Até deu argumento aos críticos quando foi expulso na primeira partida da final em 2006, no Morumbi. Dias depois, foi campeão. Tá certo.

2007 – Boca Juniors

Battaglia e Orteman eram as apostas improváveis do Boca ao derrotar o Grêmio na edição de 2007. Battaglia só deu certo na equipe xeneize, fracassando no Villarreal de 2003 a 2005. De volta à Bombonera, levantou a Libertadores ao lado de Orteman, que despontou bem no Olimpia campeão de 2002, mas nunca demonstrou grande futebol depois disso. Até chegou no Grêmio, mas saiu pela porta dos fundos.

2008 – LDU

Agustín Delgado é o único dos campeões da LDU que já tinha status de refugo em 2008 contra o Fluminense. Devemos lembrar que todos os seus companheiros naufragaram ao sair do clube e tentar a sorte em outras equipes. Mas naquele momento, o atacante Delgado já estava com 34 anos e uma passagem frustrante pela Inglaterra, onde jogou no Southampton. Defendeu os principais clubes do Equador, como Aucas, Barcelona de Guayaquil, El Nacional e Emelec antes de se aposentar, em 2009. Esteve em campo na primeira partida, em Quito.

2009 – Estudiantes

Ninguém acreditou quando o Cruzeiro perdeu de virada para o Estudiantes no Mineirão em 2009. Ao olhar para o elenco pincharrata, além de Verón, Boselli e Gastón Fernández, os destaques, tínhamos alguns refugos quase que incontestáveis: Schiavi, Desábato (aquele) e o atacante Salgueiro, que quase repetiu o título ao jogar a final de 2013 pelo Olimpia.

2010 – Internacional

Se em 2006 Fabiano Eller foi destaque, em 2010 era um clássico exemplo de refugo. Ao lado de Nei, vindo do Atlético Paranaense, o zagueiro conquistou mais uma vez a América e depois disso caiu no ostracismo. Nei ainda teve seus momentos de brilho depois disso, mas no geral se enquadra mesmo na categoria.

2011 – Santos

Eles foram muito bem na campanha, mas não dá pra negar que Durval e Edu Dracena eram sim refugos no elenco de Muricy Ramalho que conquistou a Libertadores contra o Peñarol. Como capitão, Dracena teve a honra de levantar a taça num time que já deixa saudades no coração do santista. Naquele tempo Ganso não era refugo. A partir de agora…

2012 – Corinthians

Alessandro e Fábio Santos ainda causam arrepios no corintiano que se lembra do dramático duelo contra o Vasco, no segundo jogo das quartas de final. Até hoje poucos explicam como o Timão conseguiu vencer a Libertadores daquela forma e com dois caras desacreditados como os laterais. A verdade é que da descrença vem a determinação e a vontade de surpreender, o que explica muito a longa vida dos dois no clube paulista.

2013 – Atlético Mineiro

Some um time que é liderado por um contestado Ronaldinho, passa por Richarlyson, escurraçado do São Paulo, Alecsandro que saiu de fininho do Vasco e por Jô, tido como baladeiro e perdido no Inter. Junte isso a um treinador conhecido como azarado e um goleiro que tinha falhas sérias na saída do gol. Nem isso, nem o peso de ter de reverter uma desvantagem de dois gols na semifinal e na final, tirou a taça do Atlético, que reuniu muita gente cansada de ser subestimada e fez a festa no Mineirão.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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