América do Sul

Se o futebol uruguaio está mal, o Peñarol humilhou e mostrou que o Nacional está bem pior

O Peñarol foi para o clássico contra o Nacional com a pressão da vitória do Wanderers no dia anterior. O time havia ultrapassado os aurinegros e assumido a liderança do Campeonato Uruguaio, então os manyas precisavam vencer seu maior rival para retomar a ponta. Motivo para preocupação? Como mostrou a equipe, é claro que não. Bastaram 40 segundos para que o Peñarol inaugurasse o placar, e o resultado passou longe de parar por aí. Os aurinegros seguiram o massacre, aproveitando-se da fraca atuação do Nacional, e igualou sua maior goleada na história do clássico: 5 a 0. Dois times que foram mal na Libertadores e evidenciaram alguns problemas do futebol uruguaio. Ainda assim, os carboneros passaram as dores de cabeça para o outro lado.

A última – e única – vez que o Peñarol havia aplicado uma goleada como essa havia sido no longínquo ano de 1953. E o retrospecto recente do confronto jamais sugeriria que um placar desses pudesse acontecer neste domingo. Dos últimos dez jogos disputados, o Nacional venceu quatro, o Peñarol, três, e outros três terminaram em empate. Justamente para esse, que seria o último de Álvaro Recoba, que se aposenta ao final da temporada, ficou reservado o resultado histórico.

O Wanderers promete oferecer aos aurinegros uma dura briga pelo título, mas o resultado contra o Nacional dá ao Peñarol fôlego para essa disputa. Após 12 rodadas realizadas no Clausura, a dupla já começa a se distanciar dos outros e a monopolizar a corrida pela taça. Fénix e Danubio, campeão do Apertura, aparecem nas terceira e quarta colocações, nesta ordem, com 21 pontos, enquanto o líder e o segundo colocado têm 26 e 25 pontos, respectivamente. Algum palpite de quem é o favorito agora?

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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