América do Sul

O Centenário tremeu com a vibração das torcidas no agônico empate entre Nacional e Peñarol

Poucas imagens no futebol são mais bonitas do que um estádio cheio em dia de clássico. O Centenário não lotou todos os seus lugares, algo compreensível diante do episódio recente de selvageria entre suas duas maiores torcidas. Ainda assim, recebeu bom público. E, desta vez, prevaleceu a vibração de Peñarol e Nacional no gigante de concreto. De um lado, os aurinegros festejaram com sinalizadores. Do outro, os tricolores ergueram seus guarda-chuvas coloridos em meio aos fogos. Cenas bonitas, que ajudaram a engrandecer a partida. No final das contas, a igualdade se refletiu no placar, com o Bolso estremecendo as arquibancadas graças ao golaço que determinou o empate por 1 a 1 nos acréscimos do segundo tempo.

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Para evitar novos confrontos como os que ocorreram em novembro, provocando a suspensão do clássico, o Ministério do Interior tomou medidas de segurança especiais. Reforçou o contingente, com mil policiais deslocados para os arredores do Centenário, enquanto o estádio inaugurou câmeras de segurança. Além disso, a pedido dos próprios clubes, os “trapos” foram proibidos. A intenção era evitar os roubos das bandeiras dos adversários, motivo recorrente de brigas.

Tecnicamente, o jogo pode não ter feito jus à empolgação nas arquibancadas, mas sobrou disposição. Melhor no primeiro tempo, mesmo criando poucas chances, o Peñarol fez por merecer a vitória parcial. Abriu o placar aos 31 minutos, a partir de chute desviado de Cebolla Rodríguez que explodiu no travessão. Junior Arias aproveitou o rebote. O Nacional cresceu na volta do intervalo e começou a pressionar. No entanto, ficou em desvantagem numérica quando Brian Lozano foi expulso com dois amarelos, apenas 15 minutos após entrar em campo. Apesar disso, o Bolso seguiu em busca do gol. Conseguiu apenas aos 47, em chutaço de Rodrigo Aguirre de fora da área. Fez a torcida tricolor explodir, comemorando feito uma vitória.

O resultado mantém o Nacional no topo da tabela do Apertura, mesmo sem vencer há três rodadas. O Bolso soma 20 pontos, um a mais que o Montevidéu Wanderers. Já o Peñarol é o quinto, três pontos atrás. Os carboneros seguem invictos na competição, mas empataram cinco de seus nove jogos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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