América do Sul

Nem James ou Falcao. Rondón ofuscou ataque colombiano e decidiu para a Venezuela

É difícil ver a escalação da Colômbia antes do jogo e não esperar um bom futebol, de jogadas empolgantes e muitos gols. Na armação, Cuadrado e James Rodríguez conduziriam o time ao ataque. Lá na frente, Carlos Bacca e Falcao García seriam os responsáveis por empurrar as bolas para a rede. Ingredientes suficientes para considerar a vitória o resultado mais provável contra a Venezuela, certo? Bom, faltou apenas avisarem aos venezuelanos e, mais especificamente, a Salomón Rondón, o atacante que verdadeiramente fez seu papel e deu à seleção vinho tinto o triunfo por 1 a 0 em sua estreia na Copa América.

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O quadrado ofensivo colombiano pode ser bom no papel, mas com seus membros distantes uns dos outros e com os meias, especialmente, tão abertos, levando as jogadas pelas linhas de fundo, ficou difícil para os Cafeteros superar a defesa bem povoada da Venezuela. Os venezuelanos tiveram posse de bola significativamente menor, de 40%, e finalizaram apenas seis vezes, contra 19 dos colombianos. E foram justamente essas circunstâncias que tornaram o gol de Rondón possível.

Aos 15 minutos do segundo tempo, a Venezuela aproveitou a desatenção da zaga colombiana, que não havia precisado trabalhar tanto nesta tarde, e, com poucos toques, levou a bola do meio de campo ao ataque. Um cruzamento, um toque de cabeça, e ela chegou até Rondón, que, sem muita força, conseguiu tirar do alcance de Ospina para fazer 1 a 0. A primeira zebra desta Copa América e que pode ter influência indireta na vida da seleção brasileira nesta primeira fase.

A Colômbia agora vai para a segunda rodada, contra o Brasil, precisando de uma vitória para não se complicar e não correr o risco de ser eliminada de maneira frustrante ainda no início do torneio. Elemento importante para um duelo que no papel já tinha tudo para ser dos melhores da competição.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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