Maior campeão do Paraguai, Olimpia conquistou seu 45º título em final emocionante com Guaraní
O Olimpia voltou a ser coroado campeão paraguaio na noite de quarta-feira, penúltimo dia de 2020. Neste dia 30 de dezembro, empatou com o Guaraní por 2 a 2, em uma partida com muitas emoções para depois vencer nos pênaltis por 5 a 4. Foi uma imensa reviravolta, já que o Guaraní conseguiu abrir 2 a 0 na partida ainda no primeiro tempo, o que o colocou em boa vantagem. No segundo, arrancou o empate e veio a vitória nos pênaltis, garantindo o 45º título paraguaio ao Decano, maior campeão do futebol paraguaio. O rival Cerro Porteño tem 33 títulos.
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No primeiro tempo, os dois times se estudaram muito e a marcação prevaleceu a maior parte do tempo. Ainda assim, foi o Guaraní que chegou com mais perigo e começou a ameaçar o gol do Olimpia, em tentativas com Raúl Bobadilla, em uma cabeçada, uma cobrança de falta de Miguel Benítez, que passou por cima, e os índios, como é conhecido o time do Guaraní, se aproximava do gol. A melhor chance do Olimpia no primeiro tempo foi uma cobrança de falta de Jorge Pollo Recalde.
Aos 21 minutos, a melhor chance do jogo até ali. Rodrigo Rojas cortou a bola com a mão em uma cobrança de falta de Cecilio Domínguez e o árbitro Juan Gabriel Benítez não teve dúvida: apontou a marca da cal. Pênalti para o Guaraní. O responsável pela cobrança foi o capitão do time, Javier Baez, que chutou na trave e desperdiçou a chance de abrir o placar. O jogo, porém, seguia com o Guaraní melhor em campo e buscando o gol.
O gol saiu aos 34 minutos. Depois de uma boa jogada entre Merlini e Bobadilla, este último cruzou para Nicolás Maná chutar e vencer o goleiro Alfredo Aguilar: 1 a 0. O gol empolgou ainda mais o time comandado por Gustavo Costas, que seguiu em cima e marcou o segundo. Cecillio Domínguez cobrou escanteio, Villalba desviou de cabeça e a bola sobrou para Javier Baez, desta vez sem erro, desviar para o gol: 2 a 0.
A vantagem de dois gols aproximava o Guaraní do seu 12º título paraguaio na história. Mas ainda tinha todo um segundo tempo pela frente para isso e o Olimpia, como um gigante do futebol paraguaio, é um time que sempre ameaça.
No começo do segundo tempo, o Guaraní chegou a ter uma chance de ampliar em uma cobrança de falta junto à lateral, no lado direito, que foi jogada para a área e por pouco Alexis Villava não chegou para tocar para as redes.
O Olimpia conseguiu diminuir o placar aos 12 minutos do segundo tempo. Sergio Otálvaro chutou de fora da área, a bola desviou e sobrou livre para Jorge Pollo Recalde, que dominou e tocou para a rede. Os jogadores do Guaraní reclamaram de impedimento e o árbitro, inicialmente, marcou. A revisão no VAR, porém, mostrou que a posição era legal e o gol foi validado. O artilheiro do Olimpia e do Campeonato Paraguaio, com nove gols. Seguido, aliás, de Roque Santa Cruz, com sete, que esteve em campo na final.
O empate veio aos 23 minutos do segundo tempo. Javier Baez, o jogador que perdeu pênalti e marcou o segundo gol do Guaraní, desviou com a mão dentro da área. O árbitro, mantendo o critério, apontou pênalti. Desta vez, porém, precisou do auxílio do VAR. Marcada a penalidade, Alejandro Silva cobrou no alto, forte e não deu nem chance de defesa para o goleiro Gaspar Servio: 2 a 2.
Embora o Olimpia tenha crescido no jogo, aos 27 minutos o time sofreu um baque. Sergio Otálvaro fez falta no meio-campo para matar um contra-ataque promissor do Guaraní e o árbitro entendeu como uma entrada temerária. Mostrou o cartão vermelho ao jogador, deixando o Decano com um jogador a menos em campo.
O Olimpia ainda chegou a marcar o terceiro gol com Iván Torres, que aproveitou um rebote dado pelo goleiro Servio, mas o tento foi anulado por impedimento. Os dois times foram ao ataque nos minutos finais, tentando o gol do título. Nem com oito minutos de acréscimos foi possível ter uma definição no tempo normal. A disputa, então, foi para os pênaltis.
No drama dos pênaltis, o Olimpia começou cobrando com Alejandro Silva, que marcou no tempo normal. Ele repetiu o sucesso na disputa e fez 1 a 0. Baez, que perdeu pelo Guaraní no primeiro tempo, também foi o primeiro a cobrar pelo time. E desta vez marcou: 1 a 1. Polenta marcou pelo Olimpia na sequência. O Guaraní, então, perdeu a sua primeira cobrança. Miguel Benítez cobrou e o goleiro Alfredo Aguilar defendeu.

Ivan Torres cobrou pelo Olimpia e marcou mais um, embora o goleiro Servio tenha tocado na bola, sem, contudo, impedir que ela entrasse. José Florentín cobrou e marcou pelo Guaraní, e Nicolás Domingo, do Olimpia, perdeu. A disputa voltou a estar empatada. E permaneceu assim nas cobranças seguintes, com Bautista Merlini marcando pelo Guaraní e Richard Ortiz pelo Olimpia. Só que Raúl Bobadilla perdeu a sua cobrança pelo Guaraní e ficou tudo para os pés de Braian Ojeda. Ele cobrou e marcou: 5 a 4, vitória do Olimpia e título para o Decano, pela 45ª vez.
Além do título, o Olimpia garantiu assim sua presença na Libertadores 2021, como segundo representante paraguaio, junto com o Cerro Porteño. Libertad e Guaraní também estão garantidos, mas entram nas fases preliminares da competição para tentar uma vaga na fase de grupos.
Veja os melhores momentos do jogo:
Veja a disputa de pênaltis:



