América do Sul

Mãe de goleiro reserva do Peñarol ligou a uma rádio para defender o filho como titular

Qualquer pai ou mãe já envergonhou o filho alguma vez na vida. Tentou se enturmar com os amigos dele, usando aquelas gírias antigas e um falso jeito descolado, ou correu atrás na entrada da escola, gritando “tesoooouro”, para levar o casaco que o jovem havia esquecido. É natural: são dois mundos diferentes, os das crianças e os dos adultos, e um nem sempre entende que o outro tem as melhores intenções do mundo. A mãe de Damián Frascarelli, porém, foi um pouco além do normal..

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O goleiro Frascarelli, 30 anos, tem experiência, mas o técnico Jorge da Silva prefere a juventude de Gastón Guruceaga, 20 anos, uma decisão que simplesmente não entra na cabeça da senhora María Frascarelli, que pegou o telefone e ligou à rádio Sport 890 para defender o menino dos seus olhos. Bom, o programa chama-se Você que opina, então ela pode alegar que foi praticamente convidada a dar seu palpite.

“O Peñarol não vai ganhar nada enquanto tiver Guruceaga debaixo do gol. Tem Frascarelli de reserva, um goleiro experiente, que jogou no Chipre e no Chile. E jogou três temporadas no River Plate. Os comentaristas diziam que estava entre os três melhores goleiros do Uruguai. E continuam com Guruceaga no gol. Ele seria muito bom goleiro na terceira ou na quarta divisão, mas não na primeira”, disse.

Até então, María ainda não havia se identificado, mas os apresentadores do programa perguntaram para qual time ela torcia: “sou torcedora do Peñarol e tenho um filho jogando no clube”. Não disfarçou muito bem, não é mesmo dona María? “Não me diga que você é a mãe do Frascarelli?”, perguntou um dos jornalistas. “Sou, mas me fala uma coisa: eu não tenho razão?”.

Seja sim ou não a resposta, Damián teve que pedir desculpas, pública e pessoalmente, a Guruceaga pela mancada. Escreveu no Twitter que não pode se responsabilizar pelo que sua mãe faz e que aquilo não afetaria a amizade entre os dois. Depois, à imprensa, acrescentou que chegou a ficar preocupado quando ligou para o colega e ele não atendeu. “Mas, em seguida, ele me ligou de volta. Estava fazendo a siesta. Não houve nenhum problema com ele. Esclarecemos tudo. Ele até achou engraçado”, disse.

Eu também achei, Damián, eu também achei.

Ouça o áudio da entrevista, em espanhol. Não é muito difícil de entender:

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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