Lutando para reafirmar sua grandeza, Alianza Lima conquista o Apertura após 11 anos

Maior campeão peruano até a década de 1980, o Alianza Lima perdeu a hegemonia para o rival Universitario. A seca se combinou com o desastre aéreo que matou todos os jogadores e a comissão técnica dos blanquiazules em 1987. Apenas na virada do século é que os aliancistas voltaram a celebrar novos títulos nacionais, mas o período vitorioso não durou muito. O clube não conquista a liga desde 2006. Neste domingo, ao menos, pôde sentir novamente o gosto parcial das glórias. Como não acontecia desde então, o Alianza faturou o Torneio Apertura do Campeonato Peruano. Depois de três anos, voltará a representar seu país na Copa Libertadores de 2018.
Nesta década de jejum, o Alianza Lima chegou a ser vice-campeão peruano em duas oportunidades, mas em um período no qual a liga local não era disputada no sistema de Apertura e Clausura. O formato foi retomado apenas em 2014, após uma pausa de seis anos. Ainda assim, existe um “torneio final” para ratificar o campeão anual. O título deste domingo serve apenas como uma etapa para os aliancistas na luta por se coroarem novamente no Campeonato Peruano. De qualquer forma, a comemoração é digna.
O Apertura 2017 acabou marcado pelo equilíbrio. Dominantes nos últimos anos, Sporting Cristal e Melgar não passaram da sétima colocação. Já o Alianza Lima manteve a regularidade ao longo da campanha. Venceu nove de seus 15 jogos pela competição, batendo os dois principais rivais da capital. Já neste domingo, os blanquiazules dependiam apenas de si na partida contra o Comerciantes Unidos, na rodada final. O empate por 0 a 0 acabou sendo suficiente, mantendo os três pontos de vantagem sobre a UTC Cajamarca, segunda colocada.
O elenco do Alianza possui vários nomes experientes, resguardados por jovens apostas. Entre os componentes da “velha guarda” aliancista estão Leao Butrón, Cachito Ramírez, Rinaldo Cruzado, Óscar Vílchez e Paolo de la Haza. Destacam-se também alguns veteranos estrangeiros, como o uruguaio Luis Aguilar e o colombiano Lionard Pajoy. Todos importantes na conquista, que ainda teve como um dos protagonistas o meio-campista Alejandro Hohberg. Já no banco de reservas, o responsável por orientar os blanquiazules foi o uruguaio Pablo Bengoechea, que chegou a treinar a seleção peruana anteriormente.
A rodagem do Alianza Lima será importante para a disputa da fase final do Campeonato Peruano, marcada para o final do ano. Resta saber até quando durará o gás de um time recheado de jogadores acima dos 30 anos de idade. O desempenho dos clubes peruanos na Copa Libertadores ao longo desta década tem sido risível, com apenas uma aparição nos mata-matas desde 2011 – o Real Garcilaso, eliminado nas quartas de final em 2013. Somente a Venezuela tem um resultado pior no período referido. Neste momento, de qualquer forma, o objetivo aliancista ainda é mais modesto, visando a taça nacional. E a comemoração dos torcedores pelo Apertura já demonstra bem a expectativa ao redor dos blanquiazules.
La fiesta se armó en Matute. Los hinchas celebran el título del Torneo Apertura. El pueblo está de jarana. #AlianzaLima pic.twitter.com/EeS8CzY2lS
— Luis Ángel Amaya (@luangelamaya) 14 de agosto de 2017



