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Luis Suárez: “Disputar a Libertadores é uma lacuna para mim, mas ainda há tempo”

Luis Suárez deixou muito cedo o futebol sul-americano. Aos 19 anos, o atacante já tinha sido vendido ao Groningen, onde ganhou notoriedade na Holanda antes de ser contratado pelo Ajax. O prodígio passou apenas uma temporada na equipe profissional do Nacional. O suficiente para atrair interesses dos europeus, mas não para gravar seu nome no continente. E o uruguaio reconheceu isso, em entrevista a um programa do canal El Espectador.

“Gostaria de ter aproveitado mais com a camisa do Nacional. Jogar uma edição completa da Copa Libertadores é uma lacuna que permanece em minha carreira. Mas, bom, ainda há tempo para isso”, declarou Luisito. O atacante estreou pelo Nacional justamente em uma partida do torneio continental, em maio de 2005, aos 18 anos. Na ocasião, os tricolores encaravam o Junior de Barranquilla. Aquela foi a última partida da campanha do Bolso, já eliminado, caindo na primeira fase.

Depois disso, Suárez ganhou espaço no time titular, anotando 10 gols na campanha do título do Campeonato Uruguaio em 2005/06. A deixa para que partisse à Europa logo em seguida. Ainda assim, esteve em campo mais duas vezes na Libertadores 2006, na qual o Nacional foi até as oitavas, eliminado pelo Internacional.

“Todas as etapas que tive no Nacional foram tranquilas. Sonhava com várias coisas, mas tudo foi muito rápido e agora estou no clube em que sempre sonhei estar, o Barcelona”, avaliou. “Quando minha esposa veio para morar em Barcelona, comecei a me encantar com a cidade. Quando tinha dias livres na Holanda, vinha passar aqui. E cumprimos o sonho de nos mudarmos para cá”.

Às vésperas de completar 30 anos, Luis Suárez possui contrato com o Barcelona até 2021. Quem sabe, o limite para que volte a Montevidéu e cumpra o seu sonho no torneio continental.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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