Libertadores

Vitinho e Michael saem do banco e fecham com chave de ouro a boa atuação do Flamengo

Após um erro dos Diegos no fim do primeiro tempo, Renato Gaúcho brilhou nas substituições e o Flamengo avançou com goleada

Não fosse um lapso de Diego Alves e Diego no fim do primeiro tempo, a classificação do Flamengo mal teria corrido risco nesta quarta-feira no Estádio Mané Garrincha, mas houve um período um pouco perigoso entre o gol de empate do Defensa Y Justicia e o começo do segundo tempo. Com muita estrela, Renato Gaúcho tirou Michael e Vitinho do banco de reservas e eles transformaram a atuação, no geral muito boa, do Flamengo em goleada e vaga nas quartas de final: 4 a 1.

É possível discutir horas sobre as qualidades e os defeitos de Renato Gaúcho como treinador. Um de seus pontos fortes incontestáveis é a maneira como recupera jogador, chama a responsabilidade pelas críticas e devolve a confiança. Esse processo está em andamento com Michael, e Vitinho também tem aproveitado o clima melhor na Gávea para se soltar. Havia dado uma assistência na goleada contra o Bahia no fim de semana.

O Flamengo teve excelentes primeiros 30 minutos. Ajudou ter marcado cedo, com Rodrigo Caio completando a cobrança de escanteio de Éverton Ribeiro. Ajudou mais ainda ter Bruno Henrique aterrorizando os defensores do Defensa Y Justicia, dois deles amarelados por faltas em cima do atacante rubro-negro. O goleiro Unsain teve que fazer uma grande defesa em finalização de Gabigol, após cruzamento de… Bruno Henrique, que também acertou a trave. Arrascaeta também fez a meta balançar, e parecia que o Flamengo caminharia tranquilamente às quartas de final.

É, mas teve um problema. O Flamengo tentava sair jogando, o Defensa Y Justicia pressionava. Diego, na entrada da área, cercado, recuou para Diego Alves que tentou devolver com uma cavadinha curta em vez de um chutão. Carimbou Raúl Loaiza e a bola cruzou a linha: 1 a 1. Jogo aberto. Os argentinos precisavam apenas de mais um gol para passar nos tentos marcados fora de casa. E pressionaram em busca desse gol no começo do segundo tempo.

Até brilhar a estrela de Michael – novamente. Ele havia sido o atacante mais ativo na atuação bem mais fraca do Flamengo na Argentina, autor do único gol, com aquela dose de sorte. Desta vez, pegou de primeira uma tentativa de corte da defesa do Defensa Y Justicia com um belo chute. Acertou a trave e Arrascaeta completou de cabeça no rebote.

O gol, dois minutos depois de Michael entrar no lugar de Éverton Ribeiro, foi uma tranquilidade danada ao Flamengo, que matou de vez a parada em dois contra-ataques. E, de novo, sem que Renato precisasse esperar muito tempo para ver os impactos de suas trocas. Vitinho entrou aos 35 minutos no lugar de Bruno Henrique e, aos 37, recebeu de Arrascaeta e bateu de canhota. Unsain contribuiu.

Nos acréscimos, depois de uma grande defesa de Diego Alves, rara nesta noite de quarta-feira no Mané Garrincha, Michael arrancou e deixou com Gabigol. Uma escorada de primeira para Vitinho limpar a marcação em busca do meio, bater no contrapé de Unsain e enviar o Flamengo às quartas de final para enfrentar Olimpia ou Internacional.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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