Libertadores

Veja todos os gols que, dez anos atrás, deram ao Santos o tricampeonato da Libertadores

Com Neymar, Ganso e Muricy Ramalho, o Peixe bateu o Peñarol no Pacaembu exatamente dez anos atrás

O Pacaembu estava cheio para assistir a um gigante voltar a reinar em um continente que já havia sido dele. O Santos, duas vezes campeão da Libertadores quando tinha Pelé em seu time (e não foi mais porque até abriu mão de disputar a competição algumas vezes), tentava o seu terceiro título. Agora liderado por outro craque e, com certo simbolismo, contra o mesmo Peñarol que fora uma potência na década de sessenta. Aquele jogo, o segundo da final da Libertadores de 2011, completou dez anos nesta terça-feira.

O Santos havia entrado na Libertadores embalado pela ascensão de Neymar e Paulo Henrique Ganso, com um time que contava com coadjuvantes de valor como Edu Dracena, Durval, Arouca e Elano, treinado por Muricy Ramalho. O título da Copa do Brasil do ano anterior o credenciara a disputar a competição e tentar vencê-la pela primeira vez desde 1963. Ou pelo menos repetir a final de 2003, quando outra geração dourada, com Diego e Robinho, não conseguiu superar o Boca Juniors.

A campanha não começou fácil. O Santos somou apenas dois pontos no primeiro turno da fase de grupos: empates contra Deportivo Táchira e Cerro Porteño e derrota para o Colo-Colo, no Chile. Foi um momento conturbado na Vila Belmiro. Adilson Batista comandou apenas a estreia contra o Táchira. O tropeço combinado com resultados ruins no Campeonato Paulista encerrou sua passagem após apenas 11 partidas.

Marcelo Martelotte foi o interino nos três jogos seguintes antes de Muricy Ramalho, pouco depois de sair do Fluminense, estrear na quinta rodada. Com três vitórias nas últimas três partidas, o Peixe avançou em segundo lugar, com os mesmos 11 pontos dos paraguaios, mas atrás no saldo de gols. Melhor segundo colocado, marcou um encontro com o América do México, despachado com 1 a 0 no agregado das duas partidas, gol de Paulo Henrique Ganso na Vila.

As margens continuaram pequenas nas quartas de final, quando Alan Patrick arrancou a vitória contra o Once Caldas na Colômbia. Em Santos, Neymar marcou cedo, e o empate por 1 a 1 foi suficiente para alcançar as semifinais. Aqui, o negócio foi mais movimentado. Edu Dracena foi o autor do único gol da vitória por 1 a 0 no jogo de ida, mas a volta teve seis tentos, três para cada lado. Mas foi menos emocionante do que parece porque o Santos chegou ao intervalo vencendo por 3 a 0 e levou o empate já aos 36 minutos da etapa final.

Enfim, a grande decisão. Após empate sem gols no Centenário de Montevidéu, 37 mil pessoas abarrotaram o Pacaembu para a partida decisiva. Neymar marcou no começo do segundo tempo, e Danilo, pouco depois, deu uma boa vantagem ao Santos. Nem o gol contra de Durval, a cerca de dez minutos do fim, conseguiu atrapalhar a festa que já se desenhava.

Confira todos os 20 gols daquela campanha e fique com um recadinho de quatro tricampeões sul-americanos, preparado pela Santos TV:

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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