Libertadores

Uma lista de 16 medalhões que disputarão a segunda fase classificatória da Libertadores

Com a entrada de vários times importantes nesta fase da Libertadores, destacamos alguns jogadores rodados presentes nas preliminares

A Libertadores é terreno fértil para veteranos conhecidos do futebol continental. Muitos deles rodam por outros mercados no auge da carreira, antes do retorno à América do Sul para a reta final de suas trajetórias. E parte deles continua rendendo. Abaixo, destacamos 16 medalhões que jogarão a segunda fase do torneio, que começa nesta terça. Foi escolhido um nome por equipe. Alguns deles deixaram suas marcas na Europa e vestiram a camisa de suas seleções, embora outros sejam apenas aquelas figurinhas carimbadas que sempre estão prontas à missão na própria Libertadores.

Ismael Sosa (Everton)

Aos 35 anos, Ismael Sosa teve sua carreira talhada em equipes tradicionais. Formado na base do Independiente, também defendeu o Argentinos Juniors. Passou pelo Gaziantepspor na Turquia, pela Universidad Católica no Chile e depois fez seu nome no México. O atacante empilhou títulos no Tigres, além de passar também por Pumas, Pachuca e Leon. Depois de oito anos na Liga MX, retornou à América do Sul para defender o Everton. Pesa a experiência sobretudo na Concachampions, além de ter jogado a própria Libertadores com o Pumas.

Grenddy Perozo (Monagas)

Os times venezuelanos não costumam ter tantos medalhões. O Monagas possui um nome rodado com Grenddy Perozo na defesa. O zagueiro de 35 anos despontou na Colômbia, por Boyacá Chicó. Passou pelo Ajaccio na França e, durante os últimos anos, rodou principalmente por outras equipes de seu país – incluindo Zulia, Carabobo e Atlético Venezuela. Sua primeira Libertadores veio ainda em 2009, com o Deportivo Anzoategui. Vale mencionar também o currículo com a seleção da Venezuela, que inclui 35 partidas internacionais e duas Copas América.

David Macalister Silva (Millonarios)

O nome pode até enganar, embora o David Silva do Millonarios possua uma longa trajetória como o homônimo da Real Sociedad. O meio-campista colombiano de 35 anos ganhou as primeiras chances na Libertadores através do Tolima, mas é com os alviazuis que se tornou figurinha carimbada nas competições continentais. Esta será sua terceira edição do torneio com o clube de Bogotá, onde iniciou sua trajetória e para onde voltou em 2015. O veterano seria importante também na equipe que conquistou o Clausura do Campeonato Colombiano em 2017.

Fred (Fluminense)

O Fluminense possui uma vasta lista de medalhões para escolher. Fábio, Felipe Melo, Willian Bigode e Germán Cano engrossaram a lista de veteranos dentro de um elenco já experiente, dirigido por Abel Braga. Pela identificação com as três cores, ainda assim, fica difícil de não mencionar Fred. O centroavante de 38 anos já disputou Copa do Mundo com a Seleção e Champions League com o Lyon. Pela Libertadores, também fez parte de Atlético Mineiro e Cruzeiro. Mas é mesmo no Flu que ele experimentou o máximo de sua idolatria. Será a quinta Libertadores com o clube, com direito a sete gols marcados na última edição.

Cebolla Rodríguez (Plaza Colonia)

O Plaza Colonia estreará na Copa Libertadores com diversos jogadores experientes. Ninguém que se aproxime da carreira de Cebolla Rodríguez – que, convenhamos, superou até mesmo o nível esperado para seu talento. O meio-campista de 36 anos jogou na Europa por PSG, Benfica, Porto, Atlético de Madrid e Parma. Passou também por Grêmio e Independiente nos vizinhos, além de ser várias vezes campeão com o Peñarol. Nascido na região de Colônia de Sacramento, voltou para casa. É uma referência com mais de 100 jogos pela seleção, um dos prediletos de Maestro Tabárez.

Enrique Triverio (Strongest)

Por muito tempo o The Strongest tinha ídolos inconfundíveis na Libertadores, como Alejandro Chumacero e Pablo Escobar. Esses tempos passaram e o Tigre se baseia principalmente em veteranos estrangeiros, sobretudo argentinos. Um deles é Enrique Triverio, de 33 anos. O atacante já vestiu camisas tradicionais como Racing e Huracán em seu país, além de Toluca e Querétaro no México. Esteve na Libertadores duas vezes nesta caminhada. Chegou como reforço dos aurinegros para a atual temporada.

Patito Rodríguez (Bolívar)

Treinado por Antônio Carlos Zago, o Bolívar tem sua legião brasileira com Bruno Sávio, Chico e César Martins. Além disso, os celestes também recorreram a um argentino conhecido no futebol daqui: o atacante Patito Rodríguez, ex-Santos. Aos 31 anos, ele não possui os destaques de Chico ou Bruno neste início de Libertadores. De qualquer forma, o currículo inclui ainda Independiente, Estudiantes, AEK Atenas, Moreirense, Newcastle Jets e Jorge Wilstermann. Tinha jogado sua última Libertadores com o Aviador.

Cristian Borja (Universidad Católica-EQU)

Cristian Martínez Borja até tentou fazer seu nome no futebol brasileiro. Jogou por Flamengo e Inter, além de passar por Mogi Mirim, Guaratinguetá e Caxias. Sua carreira maluca depois o colocou no Estrela Vermelha. Defenderia ainda Independiente Santa Fe, Veracruz e Lobos BUAP, até conquistar certa idolatria no América de Cali. Também ergueu títulos importantes com a LDU Quito e, com seu nome consolidado no futebol equatoriano, aos 34 anos, vira reforço da Universidad Católica após breve estadia no Junior de Barranquilla.

Víctor Cáceres (Guaraní)

Bate até uma dúvida na hora de escolher o medalhão do Guaraní, com dois Cáceres no páreo. A defesa conta com o lateral Marcos, de passagem importante especialmente pelo Newell’s Old Boys. Já o meio-campo tem o irmão mais velho, Víctor Cáceres, mais lembrado no Brasil pelos anos em que defendeu o Flamengo. O ex-jogador da seleção também rodou por vários times de seu país, em especial Libertad e Cerro Porteño. Aos 36 anos, tenta reafirmar sua importância no cenário continental.

Wellington Paulista (América Mineiro)

O América Mineiro apostará em muitos veteranos para sua estreia na Libertadores. Jaílson, Patric, Henrique Almeida e Orlando Berrío são alguns deles. Já o comando do ataque fica com Wellington Paulista, que adicionou mais um clube na extensa lista de camisas vestidas – que vai de norte a sul do país, passando também pelo West Ham. Contando apenas competições internacionais, será a oitava equipe do atacante de 38 anos. Jogou Libertadores por Cruzeiro e Chapecoense, além da Sul-Americana com Botafogo, Palmeiras, Criciúma, de novo Chape e Fortaleza.

Roberto Cereceda (Audax Italiano)

A defesa do Audax Italiano ainda com Roberto Cereceda, do alto de seus 37 anos, para ampliar as perspectivas da equipe. O zagueiro chegou a disputar o Brasileirão com o Figueirense. Já no Chile, ele vestiu a camisa dos três grandes – Colo-Colo, Universidad Católica e Universidad de Chile. Também integrou Palestino, Unión La Calera e O’Higgins. Possui 32 partidas com a seleção do Chile, em tempos nos quais acumulava troféus com os colocolinos, presente na classificação para a Copa de 2010.

Mauro Boselli (Estudiantes)

O Estudiantes ainda tem certo apego com a geração campeã da Libertadores em 2009. Mariano Andújar permanece como goleiro e, neste ano, o ataque desfruta a volta de Mauro Boselli. Herói naquela conquista continental, o centroavante teve um retorno breve aos pincharratas em 2011, após jogar por Wigan e Genoa. Depois rodaria por Palermo, León, Corinthians e Cerro Porteño. O reencontro com a torcida tem feito bem e o veterano de 36 anos marcou três gols nas três primeiras rodadas da Copa da Liga Argentina.

Damián Díaz (Barcelona)

Damián Díaz possui uma identificação tão grande com o Barcelona que é difícil de lembrar os tempos em que jogou por Rosario Central, Boca Juniors ou Universidad Católica. O meio-campista chegou a Guayaquil em 2011 e só não defendeu os Canários por um breve período de duas temporadas, no qual fez dinheiro pelo Al Wahda nos Emirados Árabes. A longevidade no país permitiu que o rosarino ganhasse a cidadania equatoriana. Pelo Barcelona joga sua sexta Libertadores, com 36 partidas pelo torneio.

Aldo Corzo (Universitario)

Quem acompanha a seleção peruana está acostumado com o nome de Aldo Corzo nas convocações. O zagueiro de 32 anos já disputou 43 partidas na Blanquirroja e é um reserva frequente de Ricardo Gareca, inclusive na Copa do Mundo de 2018. Apesar disso, sua carreira se limitou ao futebol local, com muitos anos no Universidad San Martín de Porres. Desde 2017 no Universitario, o beque vai para sua quinta Libertadores consecutiva com o clube de Lima, em busca de voos mais altos.

Antolín Alcaraz (Olimpia)

Roque Santa Cruz não está mais no Olimpia, o que não impede os franjeados de contarem com outras referências do Paraguai nos tempos em que o país disputava Copas do Mundo. É o caso de Antolín Alcaraz. O beque jogou por muito tempo na Europa, com uma passagem marcante pelo Wigan, além de vestir camisas de equipes como Club Brugge e Everton. Sua volta ao país natal se deu através do Libertad, mas o Olimpia o levou em 2019. Mesmo com 39 anos, permanece como titular. O ídolo franjeado Alejandro Silva também merece menção.

Gio Moreno (Atlético Nacional)

O Atlético Nacional parece um clube parado no tempo e insiste em ídolos de outros momentos mais gloriosos. Veteranos como Dorlan Pabón e Alexander Mejía estão entre aqueles que retornaram aos verdolagas. O mais talentoso desses é Gio Moreno, que passou por Medellín entre 2008 e 2010. Depois teve bons momentos no Racing, antes de permanecer na China por dez temporadas. Seu retorno à Colômbia acontece aos 35 anos, para apresentar uma qualidade na armação que o mantinha inclusive entre os convocados à seleção.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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