Libertadores

Tchê Tchê comeu a bola, e Atlético Mineiro transformou outro domínio em vitória mais tranquila

Após errar contra o América de Cali, o meia foi um dos melhores em campo na goleada sobre o Cerro Porteño

O Atlético Mineiro havia sido superior ao América de Cali semana passada, mas demorou para fazer o primeiro gol e um erro de Tchê Tchê transformou a reta final em um Deus nos acuda. Nesta terça-feira, novo domínio atleticano contra o Cerro Porteño, mas uma vitória muito mais tranquila, por 4 a 0, em parte porque o mesmo Tchê Tchê comeu a bola e puxou todas as cordinhas no meio-campo.

E, também, porque o primeiro gol saiu bem cedo. Logo aos oito minutos, o Cerro Porteño errou feio na saída de bola, Savarino recolheu e cruzou da direita. A sobra da defesa paraguaia ficou com Hulk, que abriu à perna direita e bateu. O goleiro Jean ainda tocou na bola antes que ela entrasse.

Isso deu uma tranquilidade danada ao Galo, que seguiu trabalhando para ampliar o marcador, com Nacho Fernández e Tchê Tchê muito ativos no meio-campo, Savarino e Keno pelas pontas e Hulk mais centralizado como centroavante móvel. Keno chegou a exigir uma boa defesa de Jean, mas estava impedido. Em outro lance, Guga foi acionado pela direita e bateu para outra intervenção do goleiro brasileiro. Arana tentou pegar o rebote e caiu pedindo pênalti, mas o árbitro Nestor Pitana nada apitou.

A instantes do fim da etapa inicial, Hulk, decisivo também contra o América de Cali, voltou a marcar. Tchê Tchê descolou o passe para Savarino, nas costas da defesa. O cruzamento saiu preciso para Hulk apenas empurrar de cabeça e fazer 2 a 0.

O Atlético Mineiro amassou o Cerro Porteño na primeira metade do segundo. Logo no primeiro minuto, Nacho Fernández cruzou da esquerda, Savarino emendou um voleio, bem defendido por Jean, e Tchê Tchê acertou o travessão. Em seguida, outro passe bom de Tchê Tchê para Savarino – e outra defesa de Jean.

Aos 28 minutos, Tchê Tchê avançou pela meia direita e deixou com Savarino, que dominou, bateu cruzado e anotou o terceiro para matar de vez a partida. Ele saiu, aos 40, com uma assistências, três passes que antecederam finalizações, uma bola na trave, dois desarmes e quatro duelos vencidos pelo chão.

O Cerro Porteño avançou, tentou especular um golzinho para tentar deixar o Galo nervoso novamente, mas, desta vez, não houve drama. Deu até tempo para Eduardo Vargas transformar a vitória em goleada com uma cabeçada, nos acréscimos, após cruzamento de Guilherme Arana.

Com mais uma atuação bem interessante, ainda mais para este estágio da temporada e do trabalho de Cuca, o Atlético Mineiro chegou a sete pontos, na liderança do seu grupo da Libertadores.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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