Libertadores

Sem muito esforço, o Flamengo aplicou outra goleada sobre o Olimpia e ratificou a vaga na semifinal

Depois dos 4 a 1 em Assunção, o Flamengo ganhou por 5 a 1 em Brasília - com bons lances da equipe, mas também a fragilidade evidente do Olimpia

O Flamengo nem precisou de muito esforço para ratificar sua ampla superioridade contra o frágil Olimpia e aplicar uma goleada ainda maior para concluir sua classificação às semifinais da Libertadores. Em Assunção, os rubro-negros deixaram a impressão de que os 4 a 1 ficaram até baratos, pela quantidade de chances criadas. Já no Mané Garrincha, os anfitriões não teriam o mesmo volume de jogo num confronto resolvido, mas não desperdiçaram as brechas e conseguiram emplacar o triunfo por 5 a 1. Resultado incontestável do time de Renato Gaúcho, que chega com moral à próxima fase do torneio continental não só pelo agregado de 9 a 2, mas também pela maneira como muitos de seus destaques brilharam contra os olimpistas.

Mesmo com a situação encaminhada pela goleada em Assunção, o Flamengo manteve suas principais peças entre os titulares, exceção feita aos jogadores indisponíveis por questões físicas. Diante da necessidade, o Olimpia tomou a iniciativa durante os primeiros minutos e tentou pressionar os rubro-negros, que se resguardavam um pouco mais. Os franjeados conseguiam trabalhar a posse de bola e apertavam a marcação para a recuperação rápida, mas, embora rondassem a área flamenguista, não criavam chances claras. E a intensidade não duraria por tanto tempo, até porque a defesa paraguaia também estava mais exposta.

O Flamengo começou a explorar melhor os espaços a partir dos 25 minutos. Foi quando as transições se encaixaram, até que o primeiro gol viesse aos 30. Everton Ribeiro descolou um lançamento primoroso, encontrando Rodinei livre na direita. O lateral chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro para Gabigol completar na área, estufando as redes. Como no primeiro jogo, o ânimo do Olimpia pareceu se perder de vez e os rubro-negros partiram com confiança para construir um resultado mais amplo. O próprio Rodinei, substituindo Isla, era um dos mais festejados pelos presentes no Mané Garrincha.

O segundo gol do Flamengo surgiu aos 37, numa roubada de bola no campo de ataque. Everton Ribeiro tocou para Arrascaeta, que cruzou de primeira na direita e mandou a bola no capricho rumo ao segundo pau. Bruno Henrique surgiu livre e concluiu de cabeça. Os rubro-negros atacavam com facilidade e uma nova goleada parecia se desenhar. Mesmo assim, o Olimpia conseguiu descontar no fim do primeiro tempo, aos 45. Num contra-ataque, Recalde fez jogadaça pelo lado esquerdo. O atacante fintou Léo Pereira e Diego Alves, antes de chutar à meta aberta. Porém, não parecia suficiente para ameaçar o Fla.

As esperanças do Olimpia seriam aniquiladas no início do segundo tempo, por culpa de sua própria fragilidade defensiva. Logo de cara, o Flamengo marcou mais dois gols. O terceiro saiu aos quatro minutos, a partir de uma falta cobrada por Arrascaeta na área. A bola pipocou até Willian Arão concluir sem dificuldades. Diego Alves faria boa defesa contra Derlis González, mas Rodinei também testou Aguilar de longe. O goleiro olimpista espalmou para fora a pancada e, na cobrança do escanteio aos 11, Salcedo desviou contra as próprias redes antes que Léo Pereira chegasse, garantindo o quarto gol dos cariocas.

Com a situação resolvida, Renato poupou vários titulares. Saíram Arrascaeta, Everton Ribeiro e Bruno Henrique logo aos 14, para as entradas de Vitinho, Michael e Pedro. Depois, também foram substituídos Filipe Luís e Rodinei, com o espaço a Ramón e Matheuzinho. Os rubro-negros podiam cozinhar o resultado, mas ainda assim pareciam mais interessados em movimentar o placar. Pedro tentaria deixar o seu, mas o quinto seria de Gabigol, aos 32. Vitinho deu um lindo passe, Diego cruzou e o artilheiro cumprimentou de cabeça no canto. Depois disso, o Fla seguia mais propenso ao sexto, mas com excesso de individualismo que atrapalhou as principais jogadas. Ainda deu para a torcida gritar “olé”. Os nove gols em 180 minutos eram mais que suficientes à festa.

O Flamengo aguarda o vencedor de Barcelona de Guayaquil e Fluminense para saber seu adversário na próxima etapa. Esta é a quinta vez em 17 participações que os rubro-negros alcançam as semifinais da Libertadores. Além das campanhas dos títulos em 1981 e 2019, o Fla tinha ido tão longe somente em 1982 e 1984 – na época em que a competição continental tinha triangulares semifinais. Renato Gaúcho, por sua vez, registra a quarta semifinal nas últimas cinco edições da Libertadores.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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