Libertadores

Santos foi da tranquilidade à tensão e se classificou em jogo que terminou em briga

Durante a maior parte do tempo, tudo parecia controlado. O Santos ainda podia sofrer um gol e era quem criava as melhores chances da partida de volta das oitavas de final da Vila Belmiro. O cenário mudou radicalmente quando a LDU abriu o placar, e a meia hora final foi de tensão aos brasileiros, classificados à próxima fase da Libertadores apesar da derrota por 1 a 0, em casa. Haviam vencido por 2 a 1 no Equador.

A meia hora final é uma forma de dizer porque o cronômetro rolou durante quase uma hora depois do gol de Matías Zunino, aos 21 minutos do segundo tempo, graças a uma obra de arte de Néstor Pitana. Ele havia dado seis minutos de acréscimo, e é verdade que o Santos deu uma bela enrolada durante eles, mas não chegou a sinalizar, pelo menos claramente, que havia estendido o tempo extra.

Aos 54 do segundo tempo, houve uma chegada mais forte no goleiro John, Lucas Veríssimo foi tirar satisfação e começou uma grande confusão atrás do gol defendido pelo Santos. Em vez de terminar o jogo, Pitana colocou a bola debaixo do braço, esperou os ânimos se acalmarem um pouco e passou muito tempo checando o monitor do assistente de vídeo antes de distribuir cartões vermelhos.

Rodrigo Aguirre, pré-checagem, e Lucas Villarruel receberam pela LDU, eliminada da Libertadores, e Luiz Felipe foi expulso para o Santos. Será desfalque na próxima fase. Antes disso, teve um jogo de futebol que o Santos deveria ter resolvido muito antes de Pitana começar a aprontar.

Foi amplamente superior no primeiro tempo. Felipe Jonathan levou perigo antes do primeiro minuto, e Kaio Jorge cabeceou para fora, após uma boa jogada de Pará pela direita. O goleiro Adrián Gabbarini precisou trabalhar para bloquear o chute de Diego Pituca da entrada da área e depois cara a cara com Kaio Jorge.

Borja mandou um chute colocado ameaçador, o primeiro da LDU, aos 24 minutos, mas o Santos respondeu com Lucas Braga, acertando o travessão. No começo da etapa final, parecia que havia mantido o ritmo. Marinho recebeu pela direita e quase abriu o placar com um chute cruzado, e Lucas Veríssimo, bem livre, cabeceou por cima.

Mas, aos 25 minutos da etapa final, a bola foi lançada à área e encontrou Marcos Caicedo na segunda trave. Ele dominou e acertou a trave. No rebote, Matías Zunino abriu o placar para a LDU. O lance foi checado pelo assistente de vídeo para impedimento, mas o gol foi confirmado.

O Santos havia ganhado no Equador por 2 a 1. Logo, ainda estava se classificando, mas outro gol da LDU tornaria a sua vida muito mais complicada porque, mesmo se ele próprio marcasse, a eliminatória ainda iria aos pênaltis. Quase saiu, dez minutos depois, quando Caicedo fez uma linda jogada pela direita e tocou para trás. O desvio voltou aos seus pés. Tentou de novo, e a sobra ficou com Zunino na segunda trave, à queima-roupa. O chute saiu por cima.

Os brasileiros não tinham mais chegada ao ataque, eram superados no meio-campo, e conseguiram apenas matar o tempo e segurar a bola para tentar manter a vantagem até o fim. Acabaram conseguindo, mas passaram por alguns momentos de tensão que não eram realmente necessários.

.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo