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Santos cruzou demais, esbarrou no Real Garcilaso e saiu vaiado da Vila

Na útima rodada, o Santos classificou-se às oitavas de final da Libertadores antes de entrar em campo. O empate na outra partida garantiu a vaga, mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Nacional, no Parque Central. Nesta quinta-feira, o Peixe mais uma vez precisou contar com a ajuda de terceiros para alcançar seu objetivo porque não conseguiu sair do 0 a 0 contra o fraco Real Garcilaso. Atingiu a primeira colocação do grupo porque o Estudiantes derrotou o Nacional, por 3 a 1. Os argentinos, inclusive, superaram os uruguaios e estão na próxima fase.

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A campanha do Santos na fase de grupos teve bons resultados, como as duas vitórias contra o Estudiantes, embora, na Argentina, tenha precisado demais de Vanderlei. No geral, porém, o rendimento ficou devendo, o que fica evidenciado pelos dois jogos contra os peruanos, nos quais os brasileiros conseguiram apenas um ponto em seis disputados. Junto com atuações fracas no Brasileirão, a pressão cresce sobre Jair Ventura. O time foi vaiado na Vila Belmiro, nesta quinta. 

A partida foi de fato preocupante. O Santos não teve nenhuma preocupação na parte defensiva, com 72% de posse de bola. Os visitantes conseguiram apenas quatro finalizações, nenhuma ao gol de Vanderlei. O Santos, por sua vez, chutou 24 vezes, mas acertou apenas sete. E teve problemas sérios de criação. Jair Ventura encerrou a partida com cinco atacantes (Copete, Yuri Alberto, Sasha, Gabriel e Rodrigo) e, sem meio-campo, abusou dos cruzamentos. 

O Santos cruzou 50 bolas na área do Real Garcilaso e apenas nove chegaram ao alvo. Na comparação com os números do Brasileirão, fica claro como os donos da casa se desesperaram. Em cinco partidas pelo torneio nacional, o Santos tem 111 cruzamentos no total (26 certos e 85 errados), média de apenas 22,2 por jogo. Menos da metade. 

Por isso, há pouco a relatar em termos de chances de gol. Rodrygo teve duas boas oportunidades, mas não conseguiu fazer o gol. A situação mais clara do primeiro tempo foi aos 37 minutos, quando o goleiro Morales espalmou uma tentativa de Sasha, e Vitor Bueno, livre, não conseguiu o ângulo correto para marcar. A etapa final foi ainda mais esvaziada. David Braz mandou rente à trave, Gabriel por cima do gol, e Jean Mota parou nas mãos de Morales. 

O Santos conseguiu a melhor posição que poderia no grupo da Libertadores e agora tem alguns meses até as oitavas de final para mostrar um futebol condizente com ela. Ainda tem que subir na tabela do Brasileiro – está em 15º lugar -, e Jair Ventura precisa reconquistar a confiança do torcedor, revoltado ao apito final da Vila Belmiro. Nada fácil. 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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