Libertadores

Rômulo marca no fim, e Athletico Paranaense alcança uma classificação suada, emocionante e gigante

As oitavas de final caminhavam para os pênaltis, mas o garoto pegou o próprio rebote, aos 45 minutos do segundo tempo, para classificar o Furacão

Rômulo cabeceou, Martín Silva defendeu. Rômulo tentou uma segunda vez, na mesma jogada, e fez o gol que o Athletico Paranaense precisava. Em um jogo muito difícil em Assunção, que contou com um golaço de Roque Santa Cruz, o Furacão manteve o seu momento iluminado e arrancou a classificação às quartas de final da Libertadores no finalzinho, com empate suado e emocionante por 1 a 1 fora de casa após ter vencido por 2 a 1 em Curitiba.

Os paraguaios não estavam com o pé muito afiado e acertaram apenas quatro chutes ao gol, das 22 finalizações que tentaram. Um desses chutes foi ao fim de uma maravilhosa jogada individual de Roque Santa Cruz no final do primeiro tempo. E quando os pênaltis pareciam inevitáveis, Rômulo apareceu no lugar certo na hora certa e garantiu a classificação às quartas de final.

Os primeiros dez minutos foram abertos. Ataque de um lado, ataque do outro. O Athletico Paranaense teve as principais chances. Erick recebeu de Vitor Roque na cara de Martín Silva e bateu cruzado, sem muita força, para ótima defesa do goleiro uruguaio com uma das mãos. Cuello recebeu em profundidade pela esquerda e buscou a linha de fundo para chutar, em vez de tentar o cruzamento para Terans, que aparecia no meio da área.

Mas a partida foi ficando mais travada, e com o Libertad no controle. Os paraguaios terminaram o primeiro tempo com 68% de posse de bola. Também não criaram muitas chances. Lorenzo Melgarejo mandou um chute com curva por cima do travessão. Vitor Roque não alcançou um cruzamento de Terans por muito pouco. E aí, Roque Santa Cruz decidiu resolver. Pegou a bola pela direita da entrada da área e saiu ciscando. Passou por dois marcadores, deu um drible em Pedro Henrique e bateu cruzado para abrir o placar com um maravilhoso golaço.

O Athletico conseguiu equilibrar a posse de bola no segundo tempo. Subiu de 32% para 49%. Uma diferença bem relevante que significa que teve um pouco mais de respiro, em vez de precisar correr atrás do Libertad o tempo inteiro. As equipes meio que alternaram momentos no campo de ataque, mas nenhuma delas conseguiu criar muita coisa. Roque Santa Cruz cabeceou para defesa de Bento, e Vitor Roque arrancou pelo meio antes de soltar o pé de fora da área para Martín Silva espalmar.

Não parecia que o jogo seria resolvido com bola rolando. Mas Rômulo tinha outros planos. Entrando nos acréscimos, Khelven bateu falta pela direita. Rômulo subiu bem na primeira trave para desviar de cabeça, e Martín Silva fez uma grande defesa. Mas o rebote permaneceu na pequena área. E o garoto de 20 anos encheu o pé para retornar a Curitiba como o grande herói da classificação.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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