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Palmeiras teve dificuldades, mas, com ajuda do inevitável Gustavo Gómez, virou contra o Cerro no Morumbi

O Palmeiras não brilhou no geral, mas também energizado por Endrick, cresceu na hora certa e venceu pela primeira vez na Libertadores

O Palmeiras se viu em alguns cenários pouco habituais na noite desta quinta-feira. O primeiro deles, o Morumbi, em seu primeiro jogo como mandante pela Libertadores no estádio do São Paulo desde 2000. O outro é que, depois de muitas campanhas tranquilas na fase de grupos, esteve próximo de não vencer nenhuma das duas primeiras rodadas da atual. Mas outras coisas foram as mesmas de sempre. O nível de competitividade, a qualidade da bola parada e o poder de decisão do capitão Gustavo Gómez levaram-no à vitória por 2 a 1 sobre o Cerro Porteño.

Abel Ferreira precisou lidar com muitos desfalques. Alguns deles no setor de criação, como Bruno Tabata e Raphael Veiga, além de Rony, que tem um relacionamento especial com a Libertadores. Ajuda a explicar os problemas para gerar chances claras de gol. No segundo tempo, Dudu cresceu, e a entrada de Endrick energizou o Palmeiras. Depois do empate, a pressão ficou grande e a virada passou a parecer inevitável. Após perder em La Paz para o Bolívar com time reserva, a primeira vitória alviverde iguala o grupo: todo mundo com três pontos.

O Palmeiras entrou com Jhon Jhon como titular pelos lados, e Flaco López, em ótima fase, no comando de ataque, com Endrick no banco de reservas. E saiu atrás logo de cara. Após um erro na saída de bola de Zé Rafael, Robert Morales recebeu, deu o corte em Gómez e soltou para Diego Churín. Weverton saiu do gol para fazer a defesa, mas Damián Bobadilla cabeceou o rebote para o gol vazio. O Cerro levou perigo pouco depois, com uma batida de Churín para fora. Os donos da casa ainda não haviam comparecido.

A maré começou a virar aproximadamente aos 15 minutos. Gómez quase alcançou um cruzamento de Dudu na segunda trave, e depois Artur exigiu boa defesa de Jean. Gabriel Menino teve uma chance mais ou menos clara da entrada da área, mas, em liberdade, mandou por cima do travessão. Embora estivesse mais ativo no ataque e ocupando o campo ofensivo, o Palmeiras criava muito pouco e não foi injusto chegar ao intervalo perdendo.

Abel mexeu no intervalo, com a entrada de Richard Ríos no lugar de Menino no intervalo, e depois lançou Endrick e Rafael Navarro nas vagas de Jhon Jhon e Flaco López. Dudu lançou uma falta da esquerda à segunda trave aos 18 minutos da etapa final, Artur se esticou e Jean fez uma grande defesa em cima da linha. Gómez conferiu no rebote. A checagem do assistente de vídeo foi longa, avaliando se Artur havia atrapalhado a visão do goleiro do Cerro e depois, aparentemente, se a bola havia batido no atacante palmeirense antes de entrar.

O gol foi confirmado, e Endrick começou a entrar na partida. Aos 25 minutos, recebeu de Dudu na transição e, na cara de Jean, pela direita, tentou o passe, mas a defesa afastou. Na sequência, a promessa recebeu na entrada da área e bateu forte, no canto. Jean fez outra boa defesa. O Palmeiras estava empolgado pela igualdade, e o Cerro pareceu senti-la. A pressão era forte. A defesa paraguaia afastou uma bola de cabeça, e Zé Rafael pegou de primeira, para mais uma intervenção importante de Jean.

Na cobrança do escanteio, Gustavo Gómez cabeceou com desvio para outro canto. Após a cobrança, Artur cruzou da direita para a segunda trave, onde Gómez ajeitou com o ombro. Rafael Navarro dominou na pequena área e, sem goleiro, virou o jogo para o Palmeiras. O Cerro foi para cima e ficou jogando bola na área, e os anfitriões tiveram grandes chances de ampliar no contra-ataque. Principalmente com Endrick, que mandou uma bomba para fora e, depois, fez uma linda jogada individual.

Aos 46 minutos do segundo tempo, invadiu a área, deu um belo drible em Eduardo Brock e estava passando por Ángel Lucena quando caiu. Até pareceu haver um toque, mas o árbitro não considerou o bastante para marcar o pênalti. Mas Endrick entrou muito bem no jogo e ajudou a energizar o Palmeiras rumo à vitória. E na hora da definição, para variar, a responsabilidade ficou com Gustavo Gómez.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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