Palmeiras superou começo nervoso e aproveitou bem a expulsão para passar às semifinais com folga
O começo foi nervoso. Parecia que o Libertad causaria problemas ao Palmeiras. Chegou a ter uma chance clara de abrir o placar e jogar a pressão ao time da casa. O gol de Gustavo Scarpa no primeiro tempo acalmou os ânimos e a expulsão de Iván Piris no segundo tempo fez com que a equipe brasileira deslanchasse de vez para avançar às semifinais, até com folga, ao vencer por 3 a 0 no Allianz Parque.
Foi um jogo dividido por momentos. Até os 20 minutos, o Palmeiras não havia conseguido criar chances claras de gol e quase saiu atrás. Sebastián Ferreira deixou Gustavo Gómez para trás com um bonito domínio e ficou de frente ao goleiro palmeirense. Weverton, porém, conseguiu fazer a defesa.
E em vez de estar perdendo por 1 a 0, o Palmeiras abriu o placar, sete minutos depois. Raphael Veiga recebeu o passe entre as linhas do Libertad e parou na marcação. A sobra ficou com Rony. Ele ameaçou dominar, mas percebeu a chegada de Gustavo Scarpa. Chute seco, rasteiro, no canto.
A partir do gol, o Palmeiras se soltou um pouco mais. Quase ampliou em uma cobrança de escanteio desviada por Mateus Víña, que gerou a primeira grande defesa de Martín Silva na partida. Haveria outras, como aos 10 minutos da etapa final, quando o ex-goleiro do Vasco foi ao ângulo espalmar a cobrança de falta de Gustavo Scarpa.
E, então, veio o segundo grande divisor de águas. Iván Piris, aquele velho conhecido da torcida do São Paulo, dividiu forte com Raphael Veiga, o que isoladamente talvez não valesse o cartão vermelho. O problema é que ele emendou com um pontapé na perna do meia palmeirense, talvez torcendo para que desse algum problema com a conexão do VAR. Como não deu, a expulsão foi inevitável.
Com um jogador a mais, o Palmeiras deslanchou de vez. Martín Silva defendeu Gabriel Veron duas vezes no mesmo lance, mas nem poderia fazer muita coisa no segundo gol. Gabriel Menino recebeu no meio-campo, avançou livre até a entrada da área e abriu com Marcos Rocha. Rony se jogou na boca do gol para completar às redes e já praticamente garantir a passagem do Palmeiras.
Willian teve uma cabeçada à queima-roupa, para outra das nove defesas de Martín Silva na partida, e Marcos Rocha quase deu um pouco de emoção ao jogo ao tentar recuar de cabeça do meio-campo para Weverton. Héctor Villalba interceptou, passou pelo goleiro, mas enrolou um pouco para chutar. Deu tempo de Rocha se recuperar e bloquear a finalização.
Aos 37 minutos da etapa final, o Palmeiras matou de vez a parada. Gustavo Scarpa escapou pela esquerda e cruzou para o meio da grande área, onde Menino apareceu para fechar o placar em 3 a 0 a favor dos brasileiros, classificados com margem de manobra após o 1 a 1 no Paraguai.
Claro que a expulsão facilitou a vida do Palmeiras, embora ele já estivesse mais ou menos no controle quando Piris resolveu desafiar as imagens. Também é verdade que ainda não houve nenhum adversário excepcionalmente difícil nessa caminhada às semifinais.
Por outro lado, o Libertad conseguiu complicar partes dos duelos das quartas de final e é notável a facilidade com que o Palmeiras despachou esses adversários teoricamente mais fracos, o que nem sempre é uma regra em jogos tensos como os eliminatórios da Libertadores.
E de qualquer maneira, o adversário da semifinal, se for mesmo o River Plate, será um grande desafio.
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