Palmeiras se complica no segundo tempo, mas mantém 100% de aproveitamento na Libertadores
Rony se tornou o maior artilheiro do Palmeiras na Libertadores e também perdeu um gol feito que deu ao Emelec a chance de voltar à partida
Rony marcou seu 13º gol na Libertadores e superou Alex como o maior artilheiro da história do Palmeiras na competição, e o time misto de Abel Ferreira manteve o 100% de aproveitamento na fase de grupos, com vitória por 3 a 1 sobre o Emelec fora de casa, apesar de ter se complicado no segundo tempo.
Rony teve uma noite de altos e baixos porque ele perdeu um gol feito, marcou e depois perdeu outro gol feito, segundos antes de João Rojas descontar para o Emelec, que começou a pressionar em busca do empate e exigiu pelo menos uma brilhante defesa de Weverton.
Mais uma vez, Abel Ferreira rodou bastante o seu time. Gabriel Veron, Rony, Danilo, Gustavo Gómez, Piquerez e Weverton foram os únicos que começaram o dérbi no último sábado e o jogo desta quarta-feira. Mesmo dentro da Libertadores o revezamento tem sido intenso. E isso não impediu o bicampeão sul-americano de começar com tudo no Equador.
Rony teve a chance de quebrar o recorde mais cedo. Recebeu o lançamento aos oito minutos, chegou com tudo na bola, mas não conseguiu arrumar o corpo para finalizar direito, apesar de muito livre. Logo na sequência, Gustavo Scarpa acertou a trave, batendo de frente. Nada que tenha feito muita falta.
Aos 15 minutos, Gustavo Scarpa virou o jogo para a ponta esquerda, onde Wesley emendou um cruzamento de primeira para Rony completar com uma cabeçada muito firme. Cinco minutos depois, Veron recebeu de Danilo, ainda no campo de defesa, deu um tapa para a frente, deixou todo mundo comendo poeira, entrou na área e bateu cruzado de canhota, na saída de Pedro Ortiz.
O Emelec havia ficado mais com a bola, mas praticamente não conseguiu ameaçar o goleiro do Palmeiras e quase viu o seu prejuízo ficar maior ainda. Quase no intervalo, Eddie Guevara cortou em cima da linha o que seria mais um gol de Rony. Alexis Zapata deu o único susto, com um chute de canhota após jogada individual pela direita. Passou perto da trave.
O segundo tempo foi bastante diferente. Zapata assustou com duas chegadas nos primeiros sete minutos, mas mesmo assim o Palmeiras criou o que deveria para matar de vez a partida. Wesley acionou Gabriel Veron, que deixou Rony na boca do gol, sem marcação. Em vez de chutar, ele decidiu se abaixar para cabecear uma bola rasteira e de alguma maneira conseguiu mandar para fora.
O castigo veio a cavalo. Imediatamente depois, José Cevallos lançou, Mayke vacilou na jogada e perdeu para Rojas. Bateu de bico na saída de Weverton. Foi o pior momento do Palmeiras na partida. O Emelec ficou animado e encurralou os visitantes. Após duas divididas pelo alto, a bola sobrou para uma bomba de Joel Quinteros, brilhantemente defendida por Weverton. Após essa chance, a pressão diminuiu um pouco. Mas ainda era perigosa.
Breno Lopes, que havia entrado no lugar de Veron, acabou matando a partida meio que por acaso, já nos acréscimos. Recebeu na ponta direita, marcado por dois, e meio que mandou a bola para o meio da área de qualquer jeito. O cruzamento pegou uma trajetória estranha e enganou o goleiro Ortiz, que chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar o terceiro gol alviverde.
A segundos do fim da partida, Lopes saiu na cara do goleiro e bateu cruzado, rente à trave. Esse não fez falta mesmo. O Palmeiras venceu por 3 a 1 e chegou a três vitórias em três rodadas da Libertadores, superando o desafio teoricamente mais difícil e navegando em águas calmas rumo às oitavas de final.
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