Em ‘represália’, Abel dá pinta de que vai levar novela da renovação com Palmeiras ao limite
Treinador lembrou críticas pesadas antes de confirmar se ficará no Verdão
Abel Ferreira estava tranquilo com a classificação do Palmeiras para a sua quinta semifinal da Copa Libertadores em seis participações. Entrou na sala de entrevistas dando risada e mostrando simpatia. Mas logo mudou o tom.
Ao responder sobre mais uma partida brilhante de Flaco López, o português relembrou que, não faz muito, foi alvo de muitas críticas pesadas dos torcedores.
— Já disse várias vezes que não podemos ser 8 ou 80 — disse o técnico.
— Vocês sabem o que a torcida fez comigo. Sou o mesmo, mas não me esqueço do que me chamaram e do que chamaram meus jogadores. Está marcado no meu coração e me sangra por dentro — completou.
A mágoa é com os gritos de “Vai tomar no c*” e “Meu Palmeiras não precisa de você”, que ecoaram no Allianz após a eliminação ante o Corinthians, nas oitavas da Copa do Brasil, há cerca de um mês.
E é por causa dessa mágoa que o treinador vai levar ao limite a novela de sua renovação contratual. Antes do jogo, em entrevista à “GETV”, Leila Pereira, ao tratar do tema, foi bem direta ao reforçar que está tudo certo e acrescentar que o contrato não prevê multa para nenhuma das partes.
— Não preciso de um papel para dizer que eu quero ficar. Meu avô se chamava Abel, ele não assinava contrato. Era tudo de boca. Não precisamos de contrato nenhum – respondeu, sem confirmar de fato que vai assinar.
— Preciso só que as pessoas estejam no clube e confiem no trabalho e os torcedores também. Se os torcedores não confiarem, não vou ser empecilho a ninguém. A presidente sabe, e eu falei antes do Mundial
E essa deve ser a tônica até o final do ano. Ficando ou não, está claro que Abel vai manter o suspense até o quando for possível.
O que mais Abel falou após vitória do Palmeiras
Ajuste tático
— Foi um jogo emotivo. Na primeira vez que o River chegou ao gol, marcou de bola parada, e isso nos intranquilizou. Não fomos ousados e agressivos ofensivamente. O intervalo veio em boa hora. Falei com os jogadores sobre a importância de ter calma em um jogo como esse: precisávamos gastar nossa energia no que controlávamos, que eram nossas tarefas, e não entrar em discussão com árbitro, adversário e torcedores. Fizemos dois ajustes táticos. Tínhamos dois jogadores em cada corredor, e depois ficamos com três.
Arbitragem
— O árbitro foi igual para os dois lados, acertou em umas vezes e errou em outras. Na minha opinião, não houve influencia no que foi o resultado. No jogo de lá, também temos queixas, mas ninguém é perfeito. Não serei advogado de defesa.
Andreas Pereira
— Ele é um jogador extremamente inteligente. Não jogamos sozinhos. O adversário o encaixotou e tentamos colocar o Flaco à frente dele para ver se tirávamos a marcação do Acuña. Jogar futebol é exatamente isso, é se desmarcar e passar a bola para quem está livre. O 2º tempo foi melhor do que o 1º pela ousadia que tivemos.
Palmeiras se classifica para semifinal da Libertadores com característica inédita em 2025 https://t.co/fDgrZMGuUC via @trivela
— Diego Iwata Lima (@DiegoMarada) September 25, 2025



