Libertadores

Objetivo, o Grêmio conquistou uma sólida vitória em Assunção e larga com ótima vantagem contra o Guaraní

O Grêmio aproveitou muito bem sua visita a Assunção, para encaminhar a classificação nas oitavas de final da Copa Libertadores. Os tricolores encararam o Guaraní e tiveram uma atuação bastante segura. A equipe de Renato Portaluppi não precisou forçar tanto e aproveitou duas bolas longas para construir um excelente resultado no jogo de ida. Vanderlei até realizou duas defesas bastante difíceis, mas os gremistas mantiveram a situação sob controle durante a maior parte do tempo e voltam com o triunfo por 2 a 0 na bagagem. A vantagem é ótima para o reencontro na Arena, durante a próxima quinta.

À beira do campo, Renato realizou uma homenagem a Maradona. O treinador usou a camisa 10 da seleção argentina, relembrando o amigo. O comandante também igualava o lendário Foguinho, como técnico que mais vezes dirigiu os tricolores – ambos com 383 jogos. Em campo, Renato escalou uma equipe de mais qualidade técnica, com o trio de meio-campo composto por Darlan, Matheus Henrique e Jean Pyerre.

Enquanto o Guaraní buscava mais o jogo pelo alto, o Grêmio cadenciava a bola. E daria o primeiro susto aos 13 minutos, num toque de Pepê que Luiz Fernando não conseguiu completar às redes. Seria um primeiro tempo morno, em que os gremistas pareciam dispostos a rodar a bola e a evitar o desgaste. O time acelerou um pouco mais por volta dos 30 minutos, quando as oportunidades se tornariam mais frequentes. Diego Souza não completou um escanteio que passou à sua frente na pequena área e, logo depois, Luiz Fernando finalizou mal diante da meta, depois de fazer fila pela direita. O Guaraní, por sua vez, sequer acertou o arco de Vanderlei. No máximo, Rodrigo Fernández bateu com perigo de fora da área, mandando ao lado do poste.

O jogo melhorou na volta ao segundo tempo. Prova disso seria a cabeçada perigosa de Luiz Fernando logo no primeiro ataque, errando por pouco o alvo. O Guaraní também parecia mais disposto a pressionar e começou a rondar a área. Cecílio Domínguez carimbou David Braz e ganhou um escanteio. Na sequência, Cristian Báez aproveitou o cruzamento e finalizou na pequena área, mas Vanderlei fez milagre. E quando o sufoco parecia aumentar, o Tricolor anotou o gol que abriu a vitória.

O tento saiu aos 12, num contra-ataque. David Braz lançou Pepê, que arrancou pelo lado esquerdo. O ponta entrou na área e passou a Jean Pyerre, que dominou e arrematou com qualidade, de chapa. O tiro no canto não deu chances ao goleiro Gaspar Servio. O Guaraní tentou responder de imediato, mas Vanderlei realizou outra defesa espetacular, buscando o chute de Jorge Morel rumo ao ângulo. Os aurinegros saíam mais ao campo ofensivo em busca do empate, mas o Grêmio se fechava bem. Poderia ter feito o segundo num contragolpe com Luiz Fernando, parando em Servio.

A partida parecia sob controle do Grêmio. O Guaraní ia para cima, mas sem criar reais problemas. As melhores chances seguiam com os tricolores, que ganharam a entrada de Diego Churín no ataque. Jean Pyerre cobraria uma falta venenosa que exigiria de Servio, enquanto a marcação gremista mantinha a solidez, sem criatividade do lado paraguaio. E numa outra bola longa, os visitantes mataram o jogo aos 41. A zaga aurinegra não afastou o chutão e Churín cabeceou a Pepê. O ponta saiu de frente para o gol e deu um toquinho para tirar do goleiro Servio. A reta final guardaria pouco além disso, com a expulsão de Morel pelo segundo amarelo nos acréscimos. Os gaúchos lamentaram até mais, com Servio pegando uma falta cobrada por Pinares e Pepê desperdiçando o terceiro.

O Grêmio dá um passo fundamental para avançar às quartas de final. Pode até aumentar a carga no Brasileirão, diante da situação encaminhada na Libertadores. Até pela falta de recursos do Guaraní, fica difícil de imaginar uma reviravolta em Porto Alegre. A invencibilidade segue e permite sonhar.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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