Libertadores

O Vélez desbanca o River Plate e deixa a impressão de que até poderia ter feito mais gols

O Vélez conseguiu segurar o jogo do River em Liniers e criou uma porção de chances nos contra-ataques que não foram aproveitadas

O River Plate carrega o rótulo de principal representante da Argentina na Libertadores com seus motivos. É o atual campeão nacional e possui um histórico recente na competição que o respalda. O Vélez Sarsfield, no entanto, mostrou que o caminho dos millonarios não está tão aberto assim na competição. No Estádio José Amalfitani, os velezanos ganharam por 1 a 0 e até lamentaram um placar que poderia ter sido maior. A equipe treinada por Cacique Medina se defendeu de maneira compacta diante da posse de bola adversária e explorou bastante os contragolpes. Um pouco mais de competência nas finalizações poderia ter aproximado o Vélez das quartas de final.

O River Plate teve as primeiras boas chances da partida, mas o Vélez saiu em vantagem logo aos 15 minutos. Lucas Janson sofreu pênalti e converteu para colocar seu time em vantagem. Os millonarios seguiram com mais posse de bola na primeira etapa, tentando o empate, mas não aproveitaram algumas brechas dadas pela defesa adversária. Enquanto isso, o jogo dos velezanos era tentar sair em velocidade. Geraram alguns avanços, mas nada que aumentasse a contagem.

O cenário se intensificou no segundo tempo. O River Plate teve mais posse, improdutiva diante da sólida marcação dos anfitriões. Já o Vélez encaixou os contragolpes. Lucas Pratto foi o primeiro com a oportunidade de ampliar, ao sair de frente com Franco Armani, mas isolou o chute. O goleiro faria uma defesaça aos 21, quando Abiel Osorio apareceu pronto para marcar na pequena área. Osorio também viu Armani se agigantar pouco depois, num lance mano a mano que acabaria paralisado por impedimento. Já nos acréscimos, a má sorte acompanhou Osorio mais uma vez, quando encheu o pé na área e acertou o travessão.

O River Plate vem cercado de expectativas nos últimos dias, especialmente diante dos rumores sobre a chegada de Luis Suárez. Porém, não conseguiu aproveitar Julián Álvarez desta vez, muito bem cercado pelos oponentes. O Vélez pode nem ser um time tão bom no papel quanto os millonarios. Entretanto, mostra condições de avançar, até porque o desenho tático do embate tende a ser bem parecido no Monumental de Núñez. Só não dá para vacilar em tantos lances abertos, como foi em Liniers nesta quarta.

Mais cedo, em Córdoba, outro duelo argentino pelas oitavas da Libertadores. O Talleres precisou lutar para empatar com o Colón por 1 a 1. La T dominou o primeiro tempo e, mesmo perdendo o lesionado Michael Santos no ataque, contou com uma pancada de Federico Girotti no travessão. Os santafesinos dependeram dos contra-ataques, mas também poderiam ter feito com Santiago Pierotti, parado pelo goleiro Guido Herrera no mano a mano. O Colón teve um gol anulado no início do segundo tempo, mas conseguiu marcar pra valer aos 15. Pulga Rodríguez cobrou falta na intermediária e Wanchope Ábila definiu de cabeça. O Talleres, então, pressionou demais pelo empate. Os cordobeses martelavam, com o tento finalmente marcado aos 42. Enzo Díaz cruzou com perfeição e Alan Franco escorou de cabeça. O resultado é bom aos saballeros, pela forma como contiveram a blitz, podendo contar com a torcida em Santa Fé na volta.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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