Libertadores

O São Paulo suou mais que o esperado, mas superou o Rentistas e emendou o segundo triunfo na Libertadores

O São Paulo mantém seu embalo e emenda a segunda vitória consecutiva na Libertadores. O triunfo sobre o Rentistas, porém, saiu mais difícil que a encomenda no Morumbi. Os tricolores tiveram domínio da partida, mas encontraram problemas para construir um placar mais amplo. Mesmo perdendo seu treinador recentemente, com a ida de Alejandro Capuccio ao Nacional de Montevidéu, os colorados se mostraram muito bem organizados defensivamente por Martin Varini. E, mesmo com uma expulsão, os uruguaios ameaçaram o empate. Foi só no fim que o São Paulo concluiu o placar de 2 a 0 e deu mais motivos para a torcida confiar no trabalho de Hernán Crespo, com oito vitórias consecutivas, mesmo que esta não tenha sido a melhor noite.

Depois da boa estreia na Libertadores, o São Paulo vinha firme pela segunda vitória. Todavia, teria que lidar com o sistema defensivo cerrado do Rentistas, pronto para se segurar atrás. O Tricolor dominava o campo ofensivo e procurava os espaços, mas levou um tempo para converter as oportunidades. Miranda teve um desvio perigoso para fora, enquanto Luciano não alcançou um cruzamento de Benítez. O atacante ainda quase puniu uma bobeada do goleiro Nicolás Rossi, que carimbou o adversário na reposição, mas conseguiu se recuperar antes que Luciano definisse. Rossi, aliás, não transmitia muita segurança e soltaria um cruzamento, também pegando antes que a bola escapasse de vez.

Com o passar dos minutos, o São Paulo parecia ficar impaciente. O time rodava a bola e tinha controle da partida, mas faltava romper a retranca adversária. Os tricolores martelavam e quase fizeram em tiros perigosos de Benítez. O alívio viria mesmo aos 38, quando sobrou um pouco mais de espaço, criado por uma boa troca de passes. Depois de tabelar com Luciano (numa linda devolução do atacante), Daniel Alves deu uma enfiada entre os zagueiros e encontrou Pablo. O atacante dominou e finalizou na saída do goleiro, para abrir a contagem. Mesmo sem ser um massacre dos são-paulinos, a consistência fazia merecerem a vantagem. Além do ótimo papel de Daniel Alves na lateral, Liziero desempenhava um trabalho importante no equilíbrio do meio-campo.

O São Paulo ainda insistiu antes do intervalo, mas sem o mesmo senso de urgência. E a vitória parecia se abrir logo no início do segundo tempo, quando Agustín Acosta foi expulso, com o segundo amarelo por uma entrada duríssima em Daniel Alves. Neste momento, os são-paulinos sentiram que poderiam se acomodar: pegavam um adversário mais fraco, fechado na defesa e em inferioridade numérica. Todavia, se o Rentistas já fazia uma atuação valente até então, o time não teria o que perder. O Tricolor preservava a bola e tinha um lance ou outro, como numa batida de Benítez defendida por Rossi e num pênalti não marcado sobre Pablo. Mas os uruguaios começavam a se criar, tentando encaixar algum ataque.

O problema do São Paulo era a demora para resolver um jogo, com um homem a mais. Os são-paulinos ainda eram barrados pela forte marcação do Rentistas. E o placar deixava a equipe no limite, com os uruguaios assustando por volta dos 30 minutos. Numa cobrança de falta fechada, Tiago Volpi espalmou a bomba e quase Facundo Peraza marcou na sobra, desviando no susto. A preocupação voltava a atingir os tricolores e havia certa afobação. Rojas e Luciano tentaram em lances que acabaram paralisados. Somente aos 44 veio a oportunidade: Igor Gomes tinha acabado de entrar e acertou uma bicicleta, que rendeu um pênalti por toque de mão. Reinaldo cobrou com enorme precisão e mandou na gaveta. Alívio tremendo.

O São Paulo lidera o Grupo E da Libertadores, com seis pontos. O Racing venceu o Sporting Cristal nesta quinta e vem com quatro. Será o próximo desafio dos tricolores, valendo a primeira colocação em Avellaneda. Os racinguistas, todavia, passam aperto neste início de campanha e atravessam um momento instável. Depois das dificuldades contra o Rentistas, será uma oportunidade até mais aberta para os são-paulinos sublinharem sua superioridade na chave.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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